Aplaude o envio de tropas da Coreia do Norte para Kursk, enquanto Kim Jong Un enfatiza que a Coreia do Norte "fará todo o possível para ajudar a Rússia".
MADRID, 3 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente russo, Vladimir Putin, enfatizou na quarta-feira, durante uma reunião na China com o líder norte-coreano Kim Jong Un, que as relações entre Moscou e Pyongyang alcançaram um "caráter especial e aliado", enquanto mais uma vez elogiou o envio de soldados norte-coreanos para apoiar as tropas russas diante da incursão lançada em agosto de 2024 pelas forças ucranianas, que já foi repelida.
"Recentemente, as relações entre nossos países adquiriram um caráter especial de confiança e amizade, de aliados", disse Putin no início de seu encontro com Kim na capital asiática, onde ambos estiveram presentes em um desfile militar em comemoração ao fim da Segunda Guerra Sino-Japonesa e da Segunda Guerra Mundial.
Ele destacou o papel das "forças especiais" da Coreia do Norte na "libertação" da região de Kursk, que, segundo ele, faz parte do tratado de parceria estratégica assinado pelos dois países em 2024. "Gostaria de enfatizar que seus soldados lutaram com bravura e heroísmo", disse ele, de acordo com uma transcrição de seus comentários divulgada pelo Kremlin.
"Nunca esqueceremos os sacrifícios de suas Forças Armadas e das famílias de seus militares", enfatizou Putin, agradecendo a Kim por "essa participação na luta conjunta contra os neonazistas modernos" e defendendo o tratamento com Kim das "relações bilaterais, em todas as suas dimensões e direções", apontando para laços mais estreitos.
Por sua vez, o líder norte-coreano se disse "muito satisfeito" por poder discutir com Putin os laços bilaterais e "o desenvolvimento dessas relações", antes de assinalar que estas "se desenvolveram em todos os campos" desde a assinatura do acordo de parceria estratégica em 2024, segundo a transcrição do Kremlin, sem que a mídia norte-coreana tenha informado sobre a reunião por enquanto.
"Dentro da estrutura desse acordo e em linha com nossas obrigações sob ele (...), estamos realizando uma luta conjunta", explicou Kim, referindo-se ao envio de soldados a Kursk para apoiar as tropas russas contra a incursão ucraniana, lançada no contexto da guerra aberta pela ordem de Putin de invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022.
"Camarada Putin, expresso minha gratidão especial a você pelo fato de ter elogiado o trabalho de nossos soldados em muitas ocasiões", disse Kim, que insistiu que "se houver algo que possa ser feito para ajudar a Rússia, é algo que será feito". "Consideraremos isso um dever fraternal. Faremos tudo o que pudermos para ajudar a Rússia", enfatizou.
Por fim, Kim aplaudiu o fato de que há "cooperação em todos os aspectos em diferentes setores" entre a Coreia do Norte e a Rússia e esperou "maior sucesso em atender às necessidades dos tempos e ajudar a melhorar o bem-estar de ambos os povos", sem nenhum anúncio sobre novos acordos sendo feitos no âmbito dessa reunião por enquanto.
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