Vladimir Smirnov / Zuma Press / Europa Press
Ele afirma que as economias dos países que aplicam sanções a Moscou estão desacelerando
MADRID, 11 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente russo, Vladimir Putin, criticou nesta sexta-feira o fato de o Ocidente tentar recuperar a “liderança perdida” com “métodos pouco aceitáveis”, referindo-se às sanções econômicas e a outras medidas restritivas contra membros do BRICS, como a Rússia e o Irã.
Conforme afirmou na cúpula de líderes desse grupo de países reunidos na Índia, o mundo “passa atualmente por uma fase de profunda transformação estrutural”. “Isso se deve ao fato de que novos motores de crescimento estão substituindo os antigos líderes, ou, melhor dizendo, os antigos líderes que estiveram na vanguarda do crescimento econômico durante a segunda metade do século passado”, enfatizou.
Em sua opinião, os países ocidentais estão tentando recuperar sua antiga liderança “por todos os meios possíveis”, ponto em que ele criticou o fato de recorrerem a “formas pouco aceitáveis”, em alusão à ofensiva lançada no final de fevereiro contra o Irã. “Essas formas pouco aceitáveis estão se manifestando em nível estatal”, indicou ele, em declarações divulgadas pela agência TASS.
O presidente russo criticou o fato de o Ocidente utilizar “medidas de impacto direto sobre instalações industriais e logísticas, oleodutos e outras infraestruturas, bem como sua destruição”, em referência aos ataques ucranianos em território russo.
“Tenta-se bloquear os corredores internacionais de transporte, apreender navios mercantes e também se empregam restrições ilegais, juntamente com ameaças das chamadas sanções secundárias contra aqueles que não estão dispostos a agir no interesse de outros, mas defendem seus próprios interesses nacionais”, enfatizou.
Putin afirmou, assim, que as sanções aplicadas pelos países europeus estão causando uma desaceleração econômica nesses mesmos países, que não têm margem para implementar “políticas inovadoras”.
“Foram impostas mais de 30.000 sanções contra a Rússia. É quase o dobro do que contra todos os países do mundo juntos. Essa é a estatística”, denunciou ele, para ressaltar que Moscou, por sua vez, reforçou a soberania nacional e desenvolve “laços com parceiros confiáveis e previsíveis”. “Em apenas quatro anos, a geografia do nosso comércio exterior mudou drasticamente”, afirmou.
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