Presidente russo aberto à cooperação com a Ucrânia e os EUA na usina nuclear de Zaporiyia
MADRID, 2 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que as suspeitas de que a Rússia está planejando lançar um ataque contra outro país europeu, além da Ucrânia, são "um completo absurdo que não tem absolutamente nenhuma base", resultado, em sua opinião, da "histeria" no Ocidente.
"Isso é uma provocação ou uma completa incompetência", disse Putin ao se reunir em Pequim com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, um dos poucos líderes da UE que não cortou relações com o Kremlin após o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
"Qualquer pessoa em seu juízo perfeito sabe perfeitamente que a Rússia nunca teve, não tem e nunca terá o desejo de atacar ninguém", enfatizou o líder russo, que insistiu mais uma vez que o conflito na Ucrânia não começou com a invasão, mas com um suposto "golpe de Estado" naquele país, de acordo com agências de notícias oficiais russas.
Putin ressaltou que, embora não se oponha à adesão da Ucrânia à UE, considera "inaceitável" que o país possa entrar para a OTAN, outro dos argumentos tradicionalmente apresentados pela Rússia para justificar a incursão militar. A esse respeito, ele ressaltou que nenhum país pode garantir sua segurança "às custas da segurança de outros países".
ESPAÇO PARA NEGOCIAÇÃO
No entanto, ele vê espaço para um "consenso" sobre as garantias de segurança exigidas por Kiev. Putin disse que esse foi um dos pontos discutidos com seu homólogo americano, Donald Trump, na reunião sem precedentes entre os dois líderes no Alasca, em 15 de agosto.
Putin se mostrou aberto a "cooperar" com os Estados Unidos em outras frentes, em especial na gestão da usina nuclear de Zaporiyia, considerada a maior da Europa e tomada pelas forças russas há mais de três anos. "Se as circunstâncias forem adequadas, poderemos ter uma cooperação tripartite na usina", disse ele, com vistas a uma possível aliança entre a Rússia, a Ucrânia e os EUA.
Ao lado de Fico, Putin também aproveitou a oportunidade para elogiar a política externa "independente" do líder eslovaco nos últimos anos, afirmando que ela teve "resultados positivos" para os interesses da Eslováquia, por exemplo, na esfera econômica, de acordo com declarações relatadas por agências oficiais russas.
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