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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta terça-feira para a possibilidade de que os “adversários estrangeiros” do país tentem influenciar as eleições legislativas de 20 de setembro, nas quais, pela primeira vez desde o início da invasão russa, participarão eleitores de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhia.
Putin afirmou que as eleições para a Duma Estatal — a Câmara Baixa da Assembleia Federal bicameral — “ocorrerão em condições difíceis”, num contexto em que os “adversários, especialmente os estrangeiros, tentarão aproveitar qualquer oportunidade para dividir e desestabilizar a sociedade russa”.
“Pela primeira vez, participarão os residentes de nossas quatro regiões históricas reunificadas”, destacou ele em uma cerimônia de entrega de condecorações, referindo-se a essas quatro províncias do leste da Ucrânia ocupadas por Moscou, sendo que, no caso de Lugansk, a ocupação é total.
Ainda assim, o presidente russo confia de que os resultados acabarão frustrando essas supostas manobras para influenciar o eleitorado e que este se decante “por programas e ideias políticas construtivas, patriotas e pessoas de ação”, informa a Interfax.
A questão territorial, mais de quatro anos após a invasão da Ucrânia, é um dos principais motivos de atrito nas negociações. Kiev reiterou que não cederá a soberania sobre esse território, no qual a Rússia atua com plena autoridade, especialmente sobre a região do Donbass, que agrupa as províncias de Donetsk e Lugansk.
Em setembro de 2022, poucos meses após o início desta parte da guerra — o conflito territorial remonta a 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia —, Moscou realizou um referendo nessas quatro províncias, cujos resultados a favor da adesão à Rússia não foram reconhecidos internacionalmente.
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