Europa Press/Contacto/Gavriil Grigorov/Russian Gov
MADRID, 12 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou que serão adotadas “medidas recíprocas” contra qualquer tentativa externa de confiscar navios e embarcações russas, em referência às sugestões de alguns países ocidentais como parte das ações de retaliação pela guerra na Ucrânia.
Putin criticou que essa ideia “não passa de pirataria e banditismo” e explicou que “se isso começar a ser colocado em prática”, a Rússia não terá outra escolha a não ser “responder de forma recíproca”.
“Recentemente, lhes ocorreu a possibilidade de se apoderarem de nossos navios e venderem os bens que nos confiscaram”, repreendeu o presidente russo a bordo do cruzador lançador de mísseis Varyag, navio-almirante da Frota do Pacífico, de onde assistiu a alguns exercícios navais, segundo informam agências russas.
Putin destacou que essas “medidas recíprocas” seriam realizadas não necessariamente nas zonas marítimas onde essas incursões tivessem ocorrido, mas onde a Rússia considerar “necessário e conveniente fazê-lo”.
“Em qualquer lugar, incluindo a zona de responsabilidade da Frota do Pacífico”, disse o presidente russo, que também quis destacar a tensão cada vez maior que existe nessa região devido, segundo ele, às manobras e infiltrações da OTAN.
“Aqui está aumentando a possibilidade de eclodirem conflitos. A OTAN está se infiltrando aqui, novos blocos político-militares estão sendo criados, novas armas que representam uma ameaça ao nosso país estão sendo implantadas e há planos para instalá-las”, afirmou Putin, em alusão aos acordos entre os Estados Unidos e o Japão.
Uma das medidas que os aliados da Ucrânia adotaram para conter as manobras com as quais a Rússia pretende contornar algumas das sanções foi confiscar e apreender as embarcações da chamada ‘frota na sombra’, que supostamente operam para Moscou sob bandeiras de outros países.
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