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MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente russo, Vladimir Putin, acusou a OTAN de liderar uma "corrida armamentista" com compromissos como os que a Aliança planeja anunciar na cúpula de líderes em Haia para aumentar os gastos com defesa, e prometeu que a Rússia continuará a fortalecer sua tríade nuclear como garantia final da proteção da soberania.
Putin, que fez alusão explícita ao novo limite de 5% a ser acordado pelos aliados nesta semana, disse que os países membros da OTAN já gastam "mais em defesa do que todos os países do mundo juntos", de acordo com a agência de notícias Interfax.
Nesse sentido, o presidente sugeriu que a Aliança Atlântica está tentando "justificar" essa ambição em defesa, aludindo a "ameaças" da Rússia, a "algum tipo de possível invasão" de territórios que replicaria a ofensiva que ainda está aberta na Ucrânia e que começou em fevereiro de 2022.
"Eles inventaram essa história e a repetem ano após ano", enfatizou Putin, descrevendo essas suspeitas recorrentes sobre os planos de Moscou como "mentiras flagrantes".
O presidente usou seu discurso em uma reunião de estudantes militares para anunciar um reforço da tríade nuclear, um termo para as Forças Nucleares Estratégicas que inclui mísseis intercontinentais, submarinos atômicos e aviação estratégica.
Especificamente, Putin disse que seu governo continuará a dar "atenção especial" a essa tríade e confirmou a futura incorporação de novos mísseis Yars e bombardeiros Tu-160-M "modernizados".
Além disso, a Rússia teria iniciado a produção em série do míssil de médio alcance "Oreshnik", que, segundo Putin, "demonstrou excelente desempenho em combate". As forças armadas russas já usaram esse míssil hipersônico para bombardear a Ucrânia.
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