Publicado 23/06/2026 10:20

Putin acusa os países da OTAN de se prepararem para uma guerra contra a Rússia

RÚSSIA, MOSCOU - 23 DE JUNHO DE 2026: Vladimir Putin, presidente da Rússia, é visto durante uma reunião com formandos de instituições de ensino superior militar no Palácio Estatal do Kremlin
Europa Press/Contacto/Gavriil Grigorov

MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou nesta terça-feira os aliados da OTAN de estarem se preparando para uma guerra contra a Rússia, afirmando que a ameaça que isso representa para Moscou obriga a tomar uma série de medidas que, em sua opinião, os países ocidentais interpretam como uma agressão

“Enquanto antes os países da OTAN se limitavam a apoiar o regime de Kiev, que chegou ao poder por meio de um golpe de Estado armado ilegal, agora falam abertamente sobre se preparar para uma guerra contra nós e aumentar seus orçamentos militares ofensivos”, criticou o líder russo em um discurso diante de formandos militares, divulgado pela agência russa TASS.

Putin apontou esse grupo de países por, em sua opinião, usarem pretextos falsos para aumentar seus gastos militares. “O padrão de atuação do chamado Ocidente pseudodemocrático é muito simples: primeiro, criam ameaças ao nosso país, obrigando-nos a tomar as medidas necessárias para nossa autodefesa e proteção; e, em seguida, imediatamente, nos acusam de todos os pecados mortais para justificar suas políticas e ações agressivas contra a Rússia”, afirmou.

O líder russo enfatizou, assim, que o risco de conflito “aumenta consideravelmente em várias regiões do mundo”, inclusive no continente europeu.

Com relação à situação na Ucrânia, país que ele ordenou invadir em fevereiro de 2022, o presidente russo destacou a “coragem e eficácia” das tropas russas, após afirmar que elas estão “libertando territórios históricos e protegendo nosso povo”, em referência ao leste da Ucrânia.

Assim, ele destacou que o Exército russo assumiu “praticamente o controle” de Konstantinovka, na região ocupada de Donetsk, área que atualmente registra os combates mais intensos. E, após denunciar a falta de interesse do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em alcançar a paz no leste da Ucrânia, ele reforçou seu apelo para que a guerra continue, enfatizando que a Rússia “chegará onde for preciso”.

RISCO DE CONFRONTO DIRETO COM A OTAN

Sobre as possibilidades de um confronto direto com a OTAN, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, também se pronunciou nesta terça-feira, indicando que esse risco está aumentando.

“O risco de um confronto militar está aumentando; dizem que estarão preparados para 2030, por isso não querem, de forma alguma, permitir que haja paz na Ucrânia”, afirmou em declarações à imprensa divulgadas pela agência mencionada, em referência aos alertas dos serviços de inteligência europeus de que o continente deve estar pronto para repelir um ataque russo até o final da década.

Dessa forma, ele ecoa o artigo do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que afirmou na semana passada, em uma extensa publicação sobre a situação geopolítica mundial, que, em sua opinião, os países europeus querem alcançar a preparação operacional para um confronto com a Rússia até 2030 e que, até lá, planejam “ganhar tempo por todos os meios ao seu alcance”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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