Gabriel Luengas - Europa Press - Arquivo
MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, reclamou nesta quinta-feira que o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero esteja sendo alvo de uma investigação por, entre outros crimes, um suposto tráfico de influências relacionado ao resgate da companhia aérea Plus Ultra, na qual parece que se “ignora” o fato de ele ser um “cidadão comum” sem as “obrigações de um cargo público” e que se dedica “mais ou menos ao mesmo que os demais ex-presidentes”.
Puente fez essa reflexão nos corredores do Congresso diante da imprensa, após denunciar o uso de métodos “não democráticos” para “derrubar” o Governo.
“Estou um pouco perplexo porque acontece que o senhor Zapatero se dedica mais ou menos ao mesmo que os demais ex-presidentes, não digo apenas da Espanha, mas do mundo, incluindo os ex-presidentes espanhóis, e, no entanto, o presidente Zapatero é submetido a uma investigação na qual parece-se ignorar uma circunstância que, para mim, é vital do ponto de vista jurídico”, explicou.
COMO DISSE AYUSO SOBRE SEU PARCEIRO
E para detalhar a que circunstância vital se referia, ele parafraseou a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, recorrendo à definição de “cidadão particular” que ela utilizou para se referir ao seu parceiro, o empresário Alberto González Amador, quando a Justiça começou a investigá-lo.
Assim, ele ressaltou que Zapatero é um “cidadão particular” e não um “titular de cargo público”, pelo que “não está sujeito às obrigações que um titular de cargo público tem”. “Este é um elemento essencial que parece estar sendo ignorado não apenas na própria ação judicial, mas também na análise que se faz dela, e isso é algo surpreendente”, acrescentou.
Nesse contexto, ele enfatizou a ideia de que há “uma série de processos judiciais nos quais se percebe imediatamente a relação entre determinados fatos e determinadas pessoas”, o que contrastou com outros casos cuja investigação se prolonga no tempo.
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