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MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, instou o líder do Junts, Carles Puigdemont, a retornar à Espanha após a decisão proferida nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que endossa a Lei de Anistia. Nesse sentido, Puente afirmou que isso seria “um gesto de liderança política”.
“Se eu fosse o senhor Puigdemont, voltaria hoje mesmo para a Espanha sem a menor dúvida (...) e deixaria que me prendessem e me levassem para a prisão”, insistiu Óscar Puente em entrevista ao programa “Las Mañanas de RNE”, divulgada pela Europa Press.
O ministro dos Transportes criticou que “há coisas que são insustentáveis” e às quais “é preciso enfrentar de uma vez por todas”. “É moleza para ele”, afirmou.
Assim, o ministro afirmou que, embora o governo tenha a obrigação de prender o líder separatista por ordem judicial, se ele fosse Puigdemont, voltaria para a Espanha. “O que eu faria seria tomar uma decisão coerente com o que dizem a legislação espanhola, o Tribunal de Justiça da União Europeia e o Tribunal Constitucional”, insistiu.
“Se eu não posso circular livremente por um país que decidiu que eu sou livre, então vamos todos ficar com vergonha de uma vez por todas”, afirmou o ministro. E concluiu: “Dizem que vale mais um minuto com vergonha do que uma vida inteira com medo”.
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