Gabriel Luengas - Europa Press
MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, defendeu que o Centro Nacional de Inteligência (CNI) apresentou uma “avaliação” nos dias que antecederam a entrada em massa em Ceuta “com base nos precedentes” e afirmou que não era “fácil” prever a crise migratória.
Nesse sentido, ele rejeitou a ideia de que seja “necessária” a renúncia de dirigentes do CNI, mas garantiu que “se houver responsabilidade comprovada”, ela deve ser assumida. “Na minha opinião, não há”, afirmou nesta quarta-feira em entrevista ao programa ‘La Mesa’, da Antena 3, divulgada pela Europa Press.
Ele também negou que a Guarda Civil tivesse alertado sobre a magnitude da crise migratória, afirmando que se tratava de alertas semelhantes aos de outros verões. “Ela falava de uma chegada em massa, como as que ocorreram nos meses de agosto de 2024 e de 2025”, afirmou.
O ministro insistiu que “ninguém foi capaz de prever nem antecipar” uma crise “que nunca havia ocorrido antes”, com a chegada de 72 mil pessoas.
DESCONFIANÇA EM RELAÇÃO À JUÍZA QUE INVESTIGA A CRISE
Puente reiterou sua desconfiança em relação à juíza que conduz a investigação sobre a crise migratória de 30 de julho passado, devido ao seu passado como vereadora do Partido Popular em Madri. “A imparcialidade não deve ser apenas do ponto de vista do mérito, mas também da aparência”.
E afirmou que essa “aparência de imparcialidade” está “em questão”, pois “provém do mundo da política” e “do Partido Popular”.
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