Publicado 26/08/2025 09:08

PSOE e Sumar acusam o PP de "exagerar" e "fabricar um inimigo imaginário" em relação ao contrato com a Huawei

O PP e a Vox acusam o governo de "imprudência", "irresponsabilidade máxima" e "risco inaceitável" para o país ao manter o contrato.

Vista geral da reunião da Delegação Permanente, no Congresso dos Deputados, em 26 de agosto de 2025, em Madri (Espanha).  A Delegação Permanente do Congresso, o único órgão que permanece ativo durante as sessões não ordinárias, se reunirá em 26 de agosto
Jesús Hellín - Europa Press

MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -

Os grupos parlamentares do PSOE e Sumar censuraram o Partido Popular na terça-feira por sua tentativa de transformar a concessão à multinacional chinesa Huawei de um contrato para o fornecimento de servidores para o sistema judicial SITEL em um suposto caso de risco à segurança nacional.

Na Deputação Permanente do Congresso, realizada na terça-feira, Vicente Montávez (PSOE) e Txema Guijarro (Sumar) acusaram o Partido Popular de "exagerar" e tentar "fabricar um inimigo imaginário" para fins partidários.

Assim, Montávez defendeu que a única coisa que existe é uma alocação de servidores de armazenamento, máquinas, ferro, etc., "só isso"; e enfatizou que o sistema SITEL é fechado e vigiado pela Polícia Nacional e pela Guarda Civil, e que a Huawei "não gerencia nenhum dado, não tem as chaves, não toca em nada".

Nessa linha, ele criticou o PP por apresentar o contrato como um "caso de espionagem internacional", quando, lembrou, o próprio partido conservador fez contratos com a empresa de tecnologia em diferentes comunidades autônomas. "Quando você governa, a Huawei é inovação. E quando Pedro Sánchez governa, a Huawei é espionagem. Essa é a incoerência", resumiu Montávez.

O deputado socialista concluiu que o governo "cumpriu a lei, seguiu os procedimentos e aplicou o esquema de segurança nacional", em comparação com um PP que, segundo ele, optou por "barulho, muito barulho" em um assunto no qual "só há espaço para seriedade".

SUMAR PEDE QUE SE ABANDONEM "OS VELHOS MANIQUEÍSMOS".

Por sua vez, o secretário geral do grupo Sumar, Txema Guijarro, disse que a posição do PP se baseia em "três erros graves": confundir a segurança do Estado com os direitos dos cidadãos, ignorar o fato de que o procedimento administrativo envolveu a intervenção de órgãos como o Centro Nacional de Criptologia e aplicar uma "lealdade dividida" ao dar mais crédito aos avisos dos EUA do que à experiência europeia.

Nesse sentido, ele também destacou que as suspeitas sobre a Huawei vêm justamente de países como os Estados Unidos, que, em sua opinião, estiveram envolvidos em episódios de espionagem em massa, entre os quais citou os revelados por Edward Snowden em 2013.

O deputado de Sumar também pediu que "os velhos maniqueísmos" sejam abandonados e que os avanços tecnológicos sejam aproveitados, garantindo a autonomia estratégica da Europa.

HERNANDO: "É UM RISCO INACEITÁVEL PARA A ESPANHA".

Rafael Hernando, do PP, defendeu o pedido para que o Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, compareça ao tribunal para explicar a concessão. Ele disse que a concessão de um contrato de 12,3 milhões de euros à Huawei para o armazenamento de escutas telefônicas judiciais constitui "uma grave imprudência, um risco inaceitável para a Espanha, se não simplesmente um crime".

O deputado 'popular' advertiu que a empresa asiática está sujeita às leis do Partido Comunista Chinês e é considerada um fornecedor de alto risco pela União Europeia, ao mesmo tempo em que enfatizou que se trata de "informações críticas" relacionadas à luta contra o crime organizado e o terrorismo.

Hernando destacou que o próprio Relatório Anual de Segurança Nacional 2023, aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional presidido por Pedro Sánchez, alertou sobre a "estratégia híbrida" da China e a atividade de seus serviços de inteligência na obtenção de informações políticas, militares e tecnológicas.

O deputado do PP também criticou as conexões da empresa de tecnologia com ex-líderes socialistas, citando a contratação de pessoas próximas a José Luis Rodríguez Zapatero e à família do atual ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares. Segundo ele, essa rede revela que a Huawei "não apenas compra tecnologia, mas também compra influência".

VOX: "IRRESPONSABILIDADE MÁXIMA".

Na mesma linha, o deputado da Vox José María Sánchez descreveu como "irresponsabilidade máxima" que a Huawei pudesse ter acesso às infraestruturas da SITEL, lembrando que a empresa está na lista de entidades de risco dos EUA desde 2019 e que a União Europeia também alertou sobre seu uso em redes 5G.

Em sua opinião, a decisão do governo é prova de uma "orientação imprudente" na política externa e constitui "uma insensatez do Executivo" que, segundo ele, "coloca dados sensíveis de segurança nacional nas mãos de um regime estrangeiro".

O deputado da Vox colocou esse prêmio dentro do que ele chamou de "orientação imprudente" da política externa do Executivo, que ele acusou de "se alinhar com os governos mais radicais da América Latina" e de se distanciar da OTAN e dos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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