Eduardo Parra - Europa Press
MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O PSOE rejeita que tenha chegado a um acordo com Junts para estabelecer uma "cota tarifária" na Catalunha e insiste que a ajuda do governo para aliviar os efeitos dos impostos impostos pelos Estados Unidos será recebida pelas empresas, não pelas comunidades autônomas e considera que as reclamações do Partido Popular são "uma desculpa" para não chegar a acordos com os socialistas.
Foi o que indicou o porta-voz do Congresso, Patxi López, ao ser questionado sobre o anúncio de Junts, que afirmou ter chegado a um acordo para que a Catalunha receba 25% da ajuda aprovada pelo Executivo, cerca de 3.000 milhões de euros.
"A ajuda irá para as empresas, setores e trabalhadores que forem afetados, ponto final", disse ele em declarações à imprensa nos corredores da Câmara dos Deputados, na entrada da sessão plenária de quarta-feira.
Ele também observou que, apesar das críticas do PP, Juan Bravo, gerente econômico do PP, disse na noite de terça-feira que estava em comunicação direta com o Ministro da Economia, Carlos Cuerpo, e que eles ainda estavam negociando.
DESCULPAS PARA UM CONFLITO "ONDE NÃO HÁ NENHUM".
"Espero que isso não seja uma desculpa para o PP procurar um conflito onde não há", disse ele, depois que os 'populares' ameaçaram interromper o diálogo com o Executivo se estivessem concordando com Junts "pela porta dos fundos".
A ministra da Ciência e das Universidades, Diana Morant, falou na mesma linha na entrada da sessão plenária, insistindo que há "desculpas do PP para não apoiar o governo" e para "não estar com a União Europeia e com os produtores".
Da mesma forma, o deputado do PSC, José Zaragoza, explicou que "a ajuda é proporcional ao volume de exportações". "É muito curioso como eles confundem o que é ajuda às empresas com a distribuição pelas comunidades. São duas coisas diferentes", defendeu.
Ao ser questionado sobre o fato de Junts ter explicado o acordo mencionando os 25% para a Catalunha, ele justificou apontando que "25% das empresas que exportam são catalãs. É tão simples quanto dar um número que corresponde à realidade. Se fossem 10, seriam 10, se fossem 15, seriam 15, porque é uma ajuda para as empresas, não para as comunidades", reiterou.
"É tão simples quanto isso, porque sabemos que o PP sempre encontra alguma desculpa para não chegar a acordos", concluiu.
Por fim, ele disse que a Catalunha é a única comunidade autônoma que anunciou que fornecerá 1,5 bilhão de euros para ajudar as empresas exportadoras.
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