EVA ERCOLANESE / PSOE - Arquivo
MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O PSOE insistiu nesta quinta-feira que seu dinheiro em espécie sai de suas contas correntes e que é um partido “limpo”, em resposta aos depoimentos que estão sendo ouvidos no Supremo Tribunal, no âmbito do julgamento do “caso máscaras”, que apontam para a entrada e saída de envelopes com notas de dinheiro na sede do partido em Ferraz.
“Não descobrimos nada de novo”, comentou a porta-voz da Executiva do PSOE, Montse Mínguez, em declarações à imprensa no Congresso, ressaltando que essas acusações já vêm sendo discutidas há “mais de um ano”.
A dirigente socialista reiterou que seu partido não só não é contra a corrupção, mas que, nos casos que o afetaram, agiu “desde o primeiro minuto” para combatê-la, expulsando os acusados e colaborando com a Justiça.
SUAS CONTAS “BATEM PERFEITAMENTE”
Mínguez explicou que o dinheiro em espécie que o PSOE administra sai de suas contas correntes, que já foram apresentadas durante a instrução do caso e auditadas externamente, comprovando-se que as entradas e saídas de dinheiro da sede do partido “batem perfeitamente”.
Assim sendo, a socialista catalã sublinhou que agora tudo está nas mãos da Justiça e que o PSOE é o mais interessado em saber o que aconteceu, pois se demonstrará “mais uma vez” que é um partido “limpo” e que, “por mais que haja quem tente equiparar”, existe “uma clara diferença” entre o PSOE e o PP na hora de combater a corrupção.
Segundo ela destacou, enquanto os socialistas expulsam de suas fileiras os envolvidos, “o PP não pode dizer o mesmo”. De fato, ela lembrou que nenhum dos réus que estão no banco dos réus pelas supostas propinas em contratos de máscaras durante a pandemia da Covid é militante do PSOE, ao contrário do que ocorre com os réus do ‘caso Kitchen’, cujo julgamento teve início esta semana na Audiencia Nacional.
Por isso, Mínguez não considera “justo” comparar o PSOE com o PP, pois enquanto os socialistas têm o dinheiro em espécie nos bancos, “o dinheiro em espécie que circulava na Génova 13 está nas sentenças judiciais”.
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