Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz da Executiva Federal do PSOE, Montse Mínguez, criticou o fato de o Junts ter derrubado esta semana o decreto-lei do chamado “escudo social” junto com o PP e o Vox, e repreendeu-os por serem a única força independentista que vota no Congresso junto com a formação de Santiago Abascal, apesar de estes quererem “ilegalizá-los”.
Considera, portanto, que os de Carles Puigdemont têm de “refletir” porque são a única formação “catalanista” e independentista “que ficou a votar com o Vox” na validação do decreto, afirmou numa entrevista no programa “Parlamento” da RNE, recolhida pela Europa Press.
“Eles aplaudem aqueles que querem ilegalizá-los”, insistiu a também deputada socialista por Lleida, depois que, nesta mesma semana, o Vox advertiu que, se chegasse ao poder, organizaria um referendo para proibir os partidos separatistas.
Após esta derrota parlamentar, o PSOE endurece o tom contra o Junts, que apesar de ser parceiro de investidura do presidente Pedro Sánchez, decidiu romper relações com o governo no outono passado e advertiu que não apoiaria suas iniciativas. ABANDONA OS CATALÃES POR UMA ESTRATÉGIA NACIONAL
Mínguez lembrou aos de Puigdemont que, no entanto, eles também disseram que votariam a favor das iniciativas que representassem uma melhoria para os catalães e, em sua opinião, esta medida vai nesse sentido.
“Estão no decreto do escudo social”, salientou, incidindo em medidas como o bônus elétrico e térmico ou benefícios para trabalhadores autônomos que afetam milhares de cidadãos na Catalunha.
Nesse sentido, apelou aos “prefeitos, ex-prefeitos e presidentes da Diputación” que fazem parte do Junts e afirma que eles conhecem seu território e as necessidades de seus cidadãos, que, segundo ele, foram abandonados por “uma estratégia mais nacional”.
Sobre se acha que não poderão contar com o Junts até que o ex-presidente Puigdemont volte à Espanha, ela diz que cabe ao partido catalão explicar e que eles terão que prestar contas por terem deixado cair um decreto que beneficia tantas pessoas. O PP PERGUNTA SOBRE A QUALIDADE DE VIDA E DEPOIS VOTA CONTRA
A porta-voz socialista também criticou o PP e repreendeu-os por, nas sessões de controlo do Governo, questionarem a qualidade de vida das pessoas, mas depois votarem contra medidas que beneficiam os cidadãos. “As perguntas que fazem na quarta-feira transformam-se em votos contra na quinta-feira nos decretos reais”, criticou.
Considera, portanto, que quem está errado não é o Governo por tentar aprovar num mesmo decreto as medidas do escudo social e a moratória contra os despejos, mas sim os grupos que votaram contra. O Executivo, defende, tem uma agenda clara e, portanto, o grande perdedor é apenas o cidadão.
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