Fernando Sánchez - Europa Press
Montse Mínguez acusa o PP de cair no “alarmismo, cinismo e ridículo” durante a crise sanitária, com o único objetivo de “conquistar votos”
MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -
A porta-voz da Executiva Federal do PSOE, Montse Mínguez, questionou se o governo teria querido “ridicularizar” alguém nesta crise do hantavírus e lembrou que foi o presidente das Canárias, Fernando Clavijo, quem recorreu à Inteligência Artificial (IA) para justificar suas reticências em relação ao ancoramento do navio MV Hondius em Tenerife e perguntar sobre ratos nadadores.
Em coletiva de imprensa na sede federal do partido, Mínguez destacou que “o importante” na crise do hantavírus é que houve “coordenação” entre as administrações. “Houve diálogo e muitas das dúvidas que existiam foram esclarecidas”, indicou ela, parabenizando-se pela operação de desembarque e transferência dos passageiros do navio, que considera um “sucesso total”.
Depois de se comprometer a “decifrar” quais das notícias relacionadas a essa crise são “verdadeiras, meias verdades ou meias mentiras”, a porta-voz enfatizou a importância de que prevaleçam a “institucionalidade” e a cordialidade entre o governo central e o das Canárias.
“Duvido que o governo tenha querido ridicularizar alguém, outra coisa é o que se possa ter sabido ou dito depois do que ficamos sabendo sobre o WhatsApp da inteligência artificial”, acrescentou, em referência à captura de tela na qual se afirmava que os ratos sabem nadar, que ele enviou à ministra da Saúde, Mónica García, a quem criticou por divulgar “capturas de tela fora de contexto”.
COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL
Mínguez demonstrou seu respeito pela presidente do Cabildo de Tenerife, Rosa Dávila, da Coalición Canaria, que acusou o governo de impor seus critérios e de utilizar esta crise como vitrine diplomática, mas negou a acusação, ressaltando que tudo foi feito de forma coordenada.
A dirigente socialista também atacou o PP ao apontar que, enquanto “o mundo olha com orgulho para a Espanha” por causa dessa operação, o PP caiu no “alarmismo e no cinismo”, pedindo a renúncia da ministra da Saúde, Mónica García, do Sumar, “desde o primeiro minuto” e criticando que não tenha sido criada a Agência de Saúde Pública, cuja criação os “populares” rejeitaram no Congresso.
“São muito rápidos para pedir demissões ao governo e muito lentos para exigir responsabilidades onde eles governam”, acrescentou Mínguez, lembrando que o PP continua “protegendo” o ex-presidente valenciano Carlos Mazón, com um assento nas Cortes Valencianas, e questionando se, diante da crise do hantavírus, o PP teria aplicado o protocolo de Mazón para a tempestade, o da madrilenha Isabel Díaz Ayuso, com os asilos durante a Covid, o do andaluz Juanma Moreno Bonilla com os exames de rastreamento de câncer de mama ou o de Mariano Rajoy e seus “fios de plasticina” com o ‘Prestige’.
NADA, MENTIRA E TERRAPLANISMO
"O nada e a mentira quando governam, e a mentira e a desinformação quando estão na oposição. E tudo apenas para agitar o fantasma do medo e arrancar votos”, reclamou a líder socialista, alertando o PP de que, diante da “gestão e do prestígio” que o governo de Pedro Sánchez “exporta”, eles apenas “exportam o maior dos ridículos”, como o que, em sua opinião, fez Díaz Ayuso em sua recente viagem ao México.
Para encerrar, Mínguez afirmou que a “prioridade nacional” do PP é “a xenofobia, o racismo, o ódio, o ataque desmedido, o negacionismo, e tudo isso com o único objetivo de derrubar um governo”.
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