Publicado 30/03/2026 09:17

O PSOE defende o fechamento do espaço aéreo como algo "coerente" com o "Não à guerra" e considera o PP "muito perdido"

Ela acredita que Netanyahu ficou "sozinho" ao proibir a celebração do Domingo de Ramos em Jerusalém, enquanto Sánchez defende a liberdade de culto

A porta-voz adjunta da Comissão Executiva Federal do PSOE, Enma López, durante uma coletiva de imprensa após a reunião da Comissão Executiva Federal do PSOE, em 30 de março de 2026, em Madri (Espanha).
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID, 30 mar. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz adjunta da Comissão Executiva Federal do PSOE, Enma López, defendeu nesta segunda-feira que a decisão do governo de fechar o espaço aéreo espanhol aos aviões militares envolvidos na guerra no Oriente Médio é uma medida “coerente” com a posição do governo contra a intervenção dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

“Vamos levar até as últimas consequências o não a uma guerra que é injusta, ilegal e vai contra a ordem internacional”, declarou a dirigente socialista na sede do partido em Ferraz, em resposta às críticas que o PP dirigiu à decisão do governo.

Especificamente, a porta-voz do Grupo Popular no Senado, Alicia García, classificou como “improvisada” esta nova medida tomada pelo Executivo — que já havia proibido os Estados Unidos de usar as bases de Rota e Morón para operações relacionadas a essa guerra — e reclamou que Sánchez não tenha informado sobre o assunto durante sua comparecimento na última quarta-feira perante o Plenário do Congresso.

NEM APOIAM OS AUXÍLIOS

Enma López respondeu que as críticas do principal partido da oposição não a surpreendem, pois este sempre censura tudo o que o governo faz e nem mesmo foi capaz de apoiar o decreto de auxílios fiscais que visa conter os efeitos econômicos da guerra.

“O PP está muito perdido, deveria se concentrar mais em sua utilidade para este país, porque neste momento é inútil para a Espanha e dá a impressão de que está mais a favor da guerra do que dos auxílios”, resumiu.

Ela também se referiu ao fato de Israel ter proibido o patriarca latino de celebrar a missa no Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, alegando razões de segurança, e fez isso para destacar que, no fim das contas, Benjamin Netanyahu “ficou tão isolado nessa decisão que teve que retificá-la”.

Depois de sublinhar que nem mesmo os Estados Unidos apoiaram o governo israelense, a porta-voz da Executiva Federal enfatizou o respeito do PSOE pela liberdade religiosa e de crença. “Esse respeito e essa pluralidade nos tornam melhores como sociedade, e qualquer impedimento à liberdade de culto é um ataque que não pode ser tolerado”, acrescentou, em consonância com a posição marcada por Sánchez, que acusou Netanyahu de “atacar a liberdade religiosa” por impedir essa missa.

NÃO É ELEITORALISMO, MAS COERÊNCIA

O PP também criticou o governo por essa questão por meio de seu porta-voz no Senado. “Temos um presidente do Governo que não dá os parabéns pelo Natal, mas dá os parabéns pelo Ramadã”, disse ele, acrescentando que Sánchez, com sua mensagem nas redes sociais sobre a missa do Domingo de Ramos, estava “buscando a redenção, porque a semana da Páscoa, com o desfile de Ábalos e de todos os outros nos tribunais, vai se tornar para ele uma semana de penitência”. García

Questionada sobre o assunto, a porta-voz socialista destacou que a posição do presidente e de seu partido não é “electoralista”. “Não bajulamos ninguém; trata-se de coerência com a liberdade de culto; o respeito a todos os cristãos é fundamental e o PP tem que se contorcer para ficar contra o que faz o presidente Sánchez”, concluiu López.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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