Publicado 11/03/2025 09:10

O PSOE considera inconstitucional forar Sánchez a ir ao Senado e no descarta a possibilidade de recorrer ao TC se o PP impuser iss

Espadas anuncia que os socialistas solicitaro o uso universal dos idiomas co-oficiais no Senado na reforma do Regimento Interno.

Archivo - Arquivo - O porta-voz do PSOE no Senado, Juan Espadas, em uma coletiva de imprensa (foto de arquivo).
PSOE-A - Arquivo

MADRID, 11 mar. (EUROPA PRESS) -

O porta-voz do PSOE no Senado, Juan Espadas, rejeitou a inteno do PP de obrigar o Presidente do Governo, Pedro Sánchez, a comparecer pelo menos uma vez por ms s sesses de controle e advertiu que, se o "popular" reformar para esse fim o Regulamento da Cmara Alta, no hesitará em recorrer ao Tribunal Constitucional, por entender que tem indícios de inconstitucionalidade.

"Quando se trata de reformar o Regimento, o que esta Cmara no pode fazer é tentar justificar sua autonomia para se organizar a ponto de no cumprir a Constituio, que diz o que diz", criticou nesta tera-feira em uma coletiva de imprensa no Senado.

O porta-voz socialista disse que "obrigar o Presidente do Governo a comparecer na forma e nos moldes indicados por esta Assembleia é inconstitucional".

"Porque o artigo 108 da Constituio diz que quando uma cmara, esta ou o Congresso, qualquer uma das duas, exerce sua funo de controle sobre o Executivo, o Executivo tem a capacidade de decidir quem responde em nome do Executivo de forma solidária, que é exatamente o que diz a Constituio", explicou.

Depois de criticar a proposta do PP por "mais uma vez ir longe demais" em sua "obsesso doentia com o Presidente e este Governo em geral", ele recomendou que se tenha "cuidado", "porque há limites e há uma doutrina do Tribunal Constitucional".

Dito isso, ele indicou que, se o PP for adiante com sua proposta e aprová-la, o PSOE no terá problemas em levantar um "novo conflito" no Tribunal Constitucional.

Além disso, Espadas mencionou que a reforma proposta elimina a opo de solicitar relatórios de administraes públicas que no sejam a Administrao Geral do Estado, razo pela qual ele criticou o fato de que o Senado no poderá consultar comunidades autnomas ou conselhos municipais no futuro.

O SENADO NO PODE SER O "ALTER EGO" DO CONGRESSO

Em vista disso, Espadas pediu ao PP que levasse em conta as propostas dos demais grupos e concedesse um período de tempo adequado para apresentá-las, de modo que a reforma seja de "consenso". Porque "os regulamentos de uma cmara no devem ser aprovados com o voto exclusivo de um grupo, mesmo que ele tenha a maioria absoluta", disse ele.

E disse que uma das medidas que o PSOE proporá será a ampliao do uso dos idiomas co-oficiais, que até agora no Senado só podem ser usados em debates sobre moes e na Comisso Geral das Comunidades Autnomas.

O porta-voz censurou o PP por querer ser um "alter ego" do Congresso, ressaltando que no precisa competir para "ocupar espaos que correspondem a outra cmara", já que a essncia do Senado é "fundamentalmente a de ser uma cmara territorial".

Ao mesmo tempo, destacou que os "populares" já aprovaram uma reforma "expressa" do Regulamento do Senado no final de 2023 para atrasar a tramitao da Lei de Anistia "sem consulta, sem acordo com ninguém, unilateralmente".

Espadas indicou que o PP "retrocedeu" nesse ponto e que no o mantém em sua reforma regulatória "porque sabe que o Tribunal Constitucional vai derrubá-lo".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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