Ferraz considera que a estratégia dos ministros candidatos não está em questão MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) -
O PSOE evitou fazer autocrítica para explicar os resultados das eleições em Aragão neste domingo, onde obteve seu pior resultado histórico — 18 cadeiras — e considera que tradicionalmente tem dificuldade em mobilizar seus eleitores para as eleições regionais, embora confie que seus eleitores voltarão quando forem convocadas eleições gerais.
É o que afirmam fontes de Ferraz, que indicam que o eleitor socialista se mobiliza mais nas eleições gerais e também nas municipais, mas nas regionais é mais relutante em ir às urnas. Também consideram que parte de seus votos foram para partidos regionalistas, neste caso para a Chunta, que duplicou seus assentos (6) e somou quase 30.000 votos. No entanto, esperam que o eleitor progressista que busca “refúgio” em partidos regionalistas nas eleições regionais volte a votar no PSOE nas eleições gerais.
Na mesma linha, garantem que não está em causa a estratégia de colocar diferentes ministros como candidatos regionais, que se submeterão às urnas nos próximos meses, como a primeira vice-presidente, María Jesús Montero, na Andaluzia, ou outros membros do Conselho de Ministros, como Diana Morant, Óscar López e Ángel Víctor Torres.
Nesse sentido, lembram que Salvador Illa era ministro da Saúde e venceu as eleições na Catalunha em 2021, embora não tenha conseguido a maioria para governar. Posteriormente, nas eleições regionais de 2024, conseguiu superar o independentismo e tornar-se presidente da Generalitat.
LÍDERES NOS TERRITÓRIOS E NO CONSELHO DE MINISTROS A porta-voz do PSOE, Montse Mínguez, foi questionada sobre a continuidade dessa estratégia de ministros candidatos após a derrota de Alegría na coletiva de imprensa desta segunda-feira, após a reunião da Executiva Federal que analisou os resultados em Aragão.
Mínguez defendeu que o PSOE tem líderes que se constroem nos territórios e também “a partir do Conselho de Ministros” e leva a cada lugar “as melhores cartas” com que contam. “O PSOE é um partido territorial que ouve os territórios e leva as melhores cartas e garantias que temos”, indicou, defendendo Pilar Alegría e sua campanha “proativa” contra o “assédio” a que, segundo ela, o PP e o Vox a submeteram.
A porta-voz do PSOE voltou a transmitir o apoio da direção federal a Alegría, tal como fez na véspera a “número três” Rebeca Torró, reiterando que fez uma campanha útil, centrada nos problemas de Aragão.
Além disso, insistiu que “lhe faltou tempo” devido à decisão do PP de antecipar as eleições com a “desculpa”, segundo ela, de que não podia aprovar os orçamentos. Nesse sentido, lembrou que a própria Alegría ofereceu ao presidente Jorge Azcón os seus votos para aprovar as contas autonômicas sem depender do Vox, e este rejeitou.
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