Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do PSOE no Congresso, Patxi López, defendeu nesta quarta-feira que a relação do Governo e de seu partido com o Junts tem seus “altos e baixos”, mas quis deixar claro para os partidários de Carles Puigdemont que não haverá eleições “até que chegue a hora”.
Foi assim que López respondeu, nos corredores da Câmara dos Deputados, à exigência de eleições que a porta-voz parlamentar do Junts, Míriam Nogueras, dirigiu diretamente ao presidente do Governo, Pedro Sánchez, durante sua pergunta de controle no plenário.
O dirigente socialista lembrou que não é a primeira vez que o Junts pede eleições, mas que já o fez em outras ocasiões. Nesse ponto, ele reconheceu que os socialistas mantêm com eles uma relação de “altos e baixos”, mas que é essa mesma relação que permitiu levar adiante “muitas” iniciativas no Congresso.
JUNTS ESTÁ “DESORIENTADO”, SEGUNDO O PSC
E minimizou o fato de que a ruptura do acordo de investidura o leve agora a exigir antecipação das eleições. “Bem, eles pediram eleições, mas não haverá eleições até que chegue a hora”, concluiu.
Na mesma linha, manifestou-se o coordenador do PSC no Congresso, José Zaragoza, que insistiu que os ex-convergentes vêm “há muito tempo” pedindo eleições “permanentemente”, especialmente na sequência da referida ruptura de relações.
Apesar de que “ultimamente”, em seu empenho em demonstrar menos apoio ao Governo, o Junts esteja ficando “desorientado” em suas atitudes políticas, Zaragoza não acredita que o tenham perdido para o resto da legislatura. “O Junts reivindica e marca posições políticas porque reivindica mais coisas do que consegue com a negociação”, comentou.
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