MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz da Executiva Federal do PSOE, Montse Mínguez, afirmou nesta segunda-feira que o partido não tem “medo da Justiça” diante do inquérito que investiga uma suposta trama para sabotar investigações contra o partido e o governo financiadas pela sede do partido em Ferraz, e diz que não tomarão medidas até que o sigilo do inquérito seja levantado e possam conhecer os detalhes.
Além disso, denunciou um “duplo padrão” por parte da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil, devido à rapidez em apresentar relatórios em casos que lhes dizem respeito, enquanto outros que prejudicam o PP ainda não foram divulgados, conforme indicou em uma coletiva de imprensa na sede do partido, após a reunião da Executiva.
Na mesma linha, voltou a reclamar que um meio de comunicação antecipou a entrada da UCO na sede socialista na semana passada, onde permaneceram por mais de 15 horas recolhendo informações sobre este caso.
O juiz aponta o ex-secretário de Organização, Santos Cerdán, como líder da suposta trama para “desestabilizar” as investigações judiciais contra o PSOE — na qual também estaria envolvida Leire Díez — e acredita que foram emitidas faturas falsas para pagar esses serviços.
Diante dessas suspeitas, ele ordenou a acusação da gerente do partido, Ana María Fuentes, mas a direção do PSOE continua apoiando-a, conforme reiterou Mínguez nesta segunda-feira. “Remeto-me às declarações feitas pelo secretário-geral, de que temos confiança na gerente do partido, que tem administrado bem as finanças”, indicou.
Assim, ele insistiu que o processo “é secreto” e, portanto, ainda não conhecem os detalhes da investigação. “Quando analisarmos e soubermos o que há, é que agiremos”, afirmou, garantindo que o farão “com firmeza”.
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