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MADRID, 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do PSOE no Senado, Juan Espadas, garantiu nesta terça-feira que a diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, não comparecerá nesta quinta-feira à Comissão de Assuntos Internos da Câmara Alta devido às responsabilidades que mantém no dispositivo de segurança mobilizado por ocasião da visita do Papa.
O PP havia solicitado a comparecimento “urgente” de González depois que a Unidade Central Operativa (UCO) revelou contatos entre a ex-militante socialista Leire Díez e a diretora da Guarda Civil, uma questão sobre a qual os “populares” exigem explicações.
“A segurança de todo o dispositivo que está sendo implementado para a visita de Sua Santidade o Papa requer todos e cada um dos elementos de coordenação de segurança, entre os quais está, obviamente, a diretora-geral da Guarda Civil”, afirmou Espadas em coletiva de imprensa.
Nesse sentido, ele repreendeu o Partido Popular por não levar em conta essas circunstâncias ao marcar a data da audiência e defendeu que o Governo deve priorizar suas tarefas de gestão e a segurança dos cidadãos.
"O Partido Popular pode exercer legitimamente sua função de fiscalização do Governo, mas o Governo tem que governar e zelar pela segurança dos cidadãos", destacou.
Da mesma forma, ele se comprometeu a buscar uma data alternativa para a audiência e adiantou que ambas as partes estão tentando chegar a um acordo sobre um novo dia para que González possa comparecer ao Senado.
Além disso, garantiu que a audiência não será adiada por muito tempo e ocorrerá “em alguns dias”, assim que forem concluídas as responsabilidades decorrentes do atual dispositivo de segurança. “Será alguns dias depois que, efetivamente, o interesse geral estará acima do interesse partidário do Partido Popular”, afirmou.
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