Ananda Manjón - Europa Press
MADRID 14 out. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do PSOE no Congresso, Patxi López, acusou na terça-feira o governo valenciano liderado pelo 'popular' Carlos Mazón de agir com "miséria moral sem precedentes" ao remover o nome do ex-ministro socialista da Saúde Ernest Lluch, assassinado pelo ETA há 25 anos, de um complexo de saúde na capital valenciana.
Especificamente, o governo regional decidiu apagar o nome de Lluch do novo complexo de saúde Campanar, que substitui o antigo hospital La Fe. Por acordo da tripartite formada pelos socialistas com Compromís e Podemos em 2016, esse centro deveria se chamar Complejo Sanitario de Campanar-Ernest Lluch, mas o atual Executivo "popular" optou por remover a menção ao ex-ministro socialista que promoveu a Lei Geral de Saúde em 1986.
Em uma coletiva de imprensa no Congresso, López denunciou que o PP é "capaz" de realizar esse "ato de miséria moral sem precedentes, sem se importar que ele tenha sido o pai do sistema de saúde pública ou que seja vítima do ETA, que tanto o utiliza regularmente".
"É uma miséria moral absoluta e eles dizem que é para que não haja confusão", acrescentou o porta-voz socialista, criticando o argumento oferecido pelo governo regional valenciano, que alega que a remoção do nome de Lluch evitará confusão entre o público. "Não, não se engane, na Comunidade Valenciana não há mais confusão, há apenas um clamor, que é 'Mazón renuncie'. E não há outro", concluiu Patxi López.
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