Publicado 02/08/2026 05:17

O PSC destaca a “estabilidade” do Governo, uma vez que 84% de suas iniciativas coincidem com as do ERC e do Comuns

Eles destacam que, nas moções, votaram da mesma forma em 69% das ocasiões

O presidente da Generalitat da Catalunha, Salvador Illa, durante uma sessão plenária no Parlamento da Catalunha, em 22 de julho de 2026, em Barcelona, Catalunha (Espanha). Illa comparece hoje ao Parlamento para informar sobre as mudanças no Governo
David Zorrakino - Europa Press

BARCELONA, 2 ago. (EUROPA PRESS) -

O PSC destaca a “estabilidade” de que goza o Governo em relação à aliança com o ERC e os Comuns, os partidos que apoiaram a investidura de Salvador Illa como presidente, uma vez que coincidiram no sentido do voto em 84,3% das iniciativas apresentadas isoladamente pelo Executivo ou pelo grupo PSC-Units no Parlamento.

Segundo dados dos próprios socialistas, nas 127 votações de decretos-leis, projetos de lei e propostas de lei, votaram da mesma forma em 107 ocasiões: “Quando se fala em cultura do pacto, nós a colocamos em prática”, explicam fontes socialistas.

Além disso, destacam que, quando a proposta é assinada pelo PSC juntamente com outros grupos da Câmara, o grau de concordância com os parceiros de investidura é de 87,2%, e que, nas ocasiões em que não contaram com o apoio das duas formações, conseguiram aprovar as iniciativas com o apoio de outros grupos da Câmara.

E ressaltam que, das 22 propostas de lei apresentadas no Parlamento, os socialistas participam de 19.

98% DAS INICIATIVAS

Essa “estabilidade” reflete-se também na capacidade do Governo de aprovar quase todas as suas iniciativas no Parlamento: foram apresentados 68 decretos-leis ou propostas de lei; 47 foram votados (outros estão em tramitação) e 46 foram aprovados.

O que não foi aprovado foi o decreto para adiar a entrada em vigor do aumento da taxa turística, depois que o Junts deu seu apoio ao aumento que o Governo havia acordado com os Comuns, mas não com o ERC, e que o Executivo procurou alterar com um adiamento de sua entrada em vigor que, em um primeiro decreto, foi rejeitado, mas posteriormente aprovado.

Essa foi a única derrota parlamentar do Governo, embora o Executivo tenha tido que retirar, por exemplo, “a lei mais importante da legislatura”, nas palavras da secretária de Economia e Finanças, Alícia Romero: a lei do Orçamento, aprovada em fevereiro no Conselho Executivo e retirada em março antes da votação, para ser aprovada definitivamente em julho.

Algo semelhante ocorreu com o decreto para revisar os acampamentos em áreas sujeitas a inundações, que, diante das reservas do ERC e do setor, teve sua votação evitada e foi retirado para negociar um novo texto.

MOÇÕES

Outra forma de analisar a solidez da aliança com os parceiros de investidura é por meio do nível de concordância nas votações das moções no Parlamento: segundo dados do PSC, nas 4.443 votações de moções realizadas nesta legislatura, houve coincidência no “sim”, no “não” ou na “abstenção” em 3.064 (69%).

De fato, foi com o ERC que houve maior coincidência no sentido do voto (73,8%); em seguida, com os Comuns (71,3%); a CUP (68,9%); o Junts (68,3%); a Aliança Catalana (45,6%); o PP (39,6%) e o Vox (29,8%).

Com a Aliança Catalana, afirmam essas mesmas fontes, é com quem menos coincidem: o Junts coincide em 61,5% das votações de moções; o PP, em 55,2%; o ERC, em 52%; o Vox, em 48,4%; os Comuns, em 48%; a CUP, em 46,2%; e o PSC-Units, em 45,6%.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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