David Zorrakino - Europa Press
BARCELONA, 2 ago. (EUROPA PRESS) -
O PSC destaca a “estabilidade” de que goza o Governo em relação à aliança com o ERC e os Comuns, os partidos que apoiaram a investidura de Salvador Illa como presidente, uma vez que coincidiram no sentido do voto em 84,3% das iniciativas apresentadas isoladamente pelo Executivo ou pelo grupo PSC-Units no Parlamento.
Segundo dados dos próprios socialistas, nas 127 votações de decretos-leis, projetos de lei e propostas de lei, votaram da mesma forma em 107 ocasiões: “Quando se fala em cultura do pacto, nós a colocamos em prática”, explicam fontes socialistas.
Além disso, destacam que, quando a proposta é assinada pelo PSC juntamente com outros grupos da Câmara, o grau de concordância com os parceiros de investidura é de 87,2%, e que, nas ocasiões em que não contaram com o apoio das duas formações, conseguiram aprovar as iniciativas com o apoio de outros grupos da Câmara.
E ressaltam que, das 22 propostas de lei apresentadas no Parlamento, os socialistas participam de 19.
98% DAS INICIATIVAS
Essa “estabilidade” reflete-se também na capacidade do Governo de aprovar quase todas as suas iniciativas no Parlamento: foram apresentados 68 decretos-leis ou propostas de lei; 47 foram votados (outros estão em tramitação) e 46 foram aprovados.
O que não foi aprovado foi o decreto para adiar a entrada em vigor do aumento da taxa turística, depois que o Junts deu seu apoio ao aumento que o Governo havia acordado com os Comuns, mas não com o ERC, e que o Executivo procurou alterar com um adiamento de sua entrada em vigor que, em um primeiro decreto, foi rejeitado, mas posteriormente aprovado.
Essa foi a única derrota parlamentar do Governo, embora o Executivo tenha tido que retirar, por exemplo, “a lei mais importante da legislatura”, nas palavras da secretária de Economia e Finanças, Alícia Romero: a lei do Orçamento, aprovada em fevereiro no Conselho Executivo e retirada em março antes da votação, para ser aprovada definitivamente em julho.
Algo semelhante ocorreu com o decreto para revisar os acampamentos em áreas sujeitas a inundações, que, diante das reservas do ERC e do setor, teve sua votação evitada e foi retirado para negociar um novo texto.
MOÇÕES
Outra forma de analisar a solidez da aliança com os parceiros de investidura é por meio do nível de concordância nas votações das moções no Parlamento: segundo dados do PSC, nas 4.443 votações de moções realizadas nesta legislatura, houve coincidência no “sim”, no “não” ou na “abstenção” em 3.064 (69%).
De fato, foi com o ERC que houve maior coincidência no sentido do voto (73,8%); em seguida, com os Comuns (71,3%); a CUP (68,9%); o Junts (68,3%); a Aliança Catalana (45,6%); o PP (39,6%) e o Vox (29,8%).
Com a Aliança Catalana, afirmam essas mesmas fontes, é com quem menos coincidem: o Junts coincide em 61,5% das votações de moções; o PP, em 55,2%; o ERC, em 52%; o Vox, em 48,4%; os Comuns, em 48%; a CUP, em 46,2%; e o PSC-Units, em 45,6%.
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