FISCALÍA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 27 set. (EUROPA PRESS) -
A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), a principal organização indígena do país, denunciou que o Ministério Público abriu uma investigação pelo crime de enriquecimento privado injustificado contra 50 líderes da organização, incluindo seu presidente, Marlon Vargas, em meio aos protestos da chamada greve nacional.
"Denunciamos a perseguição massiva do Ministério Público contra mais de 50 líderes, entre eles Marlon Vargas, presidente da CONAIE, presidentes de nossas regiões, equipes técnicas e defensores dos direitos humanos e da natureza", advertiu a organização em uma mensagem publicada em sua conta no X, na qual anexou o documento do Ministério Público, embora com os nomes dos suspeitos encobertos.
Assim, denunciam "outro mecanismo de criminalização e perseguição política e judicial por parte do governo do (presidente) Daniel Noboa em cumplicidade com a Procuradoria Geral da República" que busca "deter o #ParoNacional2025 e deslegitimar nossas demandas com falsas acusações".
Na tarde de sexta-feira, estudantes, coletivos e representantes indígenas se reuniram na sede da Procuradoria Geral da República em Quito para protestar não por causa dessas novas investigações, mas para exigir a libertação dos doze indígenas Kichwa detidos em Otavalo em 22 de setembro e mantidos nas prisões de Esmeraldas e Portoviejo.
A CONAIE pediu a unidade dos povos indígenas, das comunidades camponesas e dos cidadãos para resistir às políticas econômicas do governo do presidente Daniel Noboa. Ela também denunciou atos de repressão, perseguição e criminalização, solicitando a vigilância de órgãos internacionais como a ONU e a CIDH.
A organização também está exigindo a redução do IVA de 15% para 12% e o restabelecimento do parlamento plurinacional de povos e organizações sociais.
O presidente Noboa respondeu aos protestos declarando estado de emergência em sete províncias e proibindo comícios, embora as manifestações continuem.
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