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MADRID 11 nov. (EUROPA PRESS) -
A promotoria de Milão abriu esta semana uma investigação sobre o envolvimento de voluntários que pagaram ao lado sérvio da Bósnia para atirar, em uma espécie de "caça ao homem", nos habitantes da sitiada Sarajevo, como parte de um massacre que custou a vida de mais de 11.500 pessoas entre 1992 e 1996.
O promotor Alessandro Gobbis está procurando os cidadãos italianos - apaixonados por armas e ligados à extrema direita, de acordo com seus perfis - que supostamente pagaram entre 80.000 e 100.000 euros para atuarem como franco-atiradores "por diversão" durante o cerco à capital da Bósnia.
Os promotores estão investigando vários suspeitos - residentes em Piemonte, Triveneto ou Lombardia - por homicídio voluntário com o agravante de crueldade e motivos abjetos, que supostamente pagaram grandes somas para matar crianças, com base em uma infame lista de preços, informam testemunhas, relata 'La Repubblica'.
As autoridades italianas têm vários suspeitos e uma lista de testemunhas para interrogar, incluindo um ex-oficial de inteligência da Bósnia que está disposto a contar o que ouviu de um soldado sérvio capturado sobre a transferência desses "turistas de guerra" de Belgrado para as colinas ao redor de Sarajevo.
Essa não é a única versão que existe sobre a existência dessa caça ao homem durante o cerco de Sarajevo, que o cineasta esloveno Miran Zupanic já refletiu em seu documentário de 2022, "Sarajevo Safari".
As testemunhas de Gobbis incluem um ex-oficial da inteligência eslovena ferido por um atirador de elite e um bombeiro que falou no julgamento do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic em Haia sobre "atiradores turistas" que pareciam ter sido levados "quase pela mão" até o local.
O relatório é o resultado de uma investigação de meses feita pelo fotógrafo e jornalista Ezio Gavazzeni, que também contou com o apoio do renomado juiz italiano Guido Salvini e da ex-prefeita de Sarajevo Benjamina Karic.
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