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MADRID 10 nov. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público de Israel entrou com uma petição em um tribunal de Haifa na segunda-feira para obter autorização para confiscar os 50 barcos usados pelos ativistas da Flotilha da Liberdade para tentar romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, argumentando que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) financiou e apoiou essas ações.
A petição argumenta que "um número significativo das embarcações" é de propriedade de uma suposta empresa de fachada do grupo palestino, identificada como Neptune Cyber, que acusa de operar sob a organização não governamental Conferência Palestina para Palestinos no Exterior (PCPA), que Israel vincula ao Hamas, segundo o The Times of Israel.
A promotoria ainda não identificou os proprietários das embarcações, embora afirme que Israel tem autoridade para apreender as embarcações de acordo com a lei internacional, depois que todas elas foram interceptadas pela marinha em águas internacionais no Mar Mediterrâneo.
A esse respeito, argumenta que as iniciativas foram "sem precedentes em escala e impacto, com planejamento organizado e comando centralizado". "Elas buscavam desafiar a marinha e romper o bloqueio naval (imposto à Faixa em 2007, intensificado após os ataques de 7 de outubro de 2023)", concluiu a promotoria israelense.
As autoridades israelenses detiveram centenas de ativistas a bordo dos 50 barcos usados nas duas iniciativas, que tentaram chegar à costa de Gaza no início de outubro para entregar ajuda humanitária, em meio à ofensiva militar de Israel contra o enclave.
Vários ativistas, inclusive espanhóis, denunciaram posteriormente terem sido submetidos a vários abusos durante o período em que permaneceram sob custódia das forças de segurança israelenses até sua deportação.
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