Publicado 18/08/2025 07:27

A promotoria avisa Netanyahu que ele é "obrigado" a cooperar na investigação do 7 de março

ARQUIVADO - 10 de agosto de 2025, Israel, Jerusalém: O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fala durante uma coletiva de imprensa no gabinete do primeiro-ministro em Jerusalém. Foto: Haim Zach/GPO/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas e somente s
Haim Zach/GPO/dpa

MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -

O controlador geral israelense, Matanyahu Englman, advertiu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que ele é "obrigado" a cooperar com a investigação dos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 e enfatizou que ele não poderá evitá-la, apesar dos "ataques" às instituições fiscais.

"Todos são obrigados a cooperar com a investigação", disse Englman, que planeja convocar não apenas Netanyahu, mas também o ex-ministro da defesa Yoav Gallant e os ex-chefes de gabinete da IDF Herzi Halevi e Aviv Kohavi.

Assim, a investigação toma um rumo diferente, tendo até agora desviado o foco principal dos líderes políticos para a responsabilidade dos altos funcionários da segurança israelense pelos eventos de 7 de outubro, nos quais 1.200 pessoas foram mortas e outras 250 foram sequestradas.

Englman também alertou que os "ataques" daqueles que tentam evitar comparecer perante as autoridades judiciais não surtirão efeito. "Eles não nos impedirão de realizar nosso trabalho com o máximo de profissionalismo", disse ele em uma declaração divulgada pelo The Times of Israel.

O auditor estadual pediu "disponibilidade total" e "comprometimento" com as conclusões que podem ser tiradas desse trabalho. "Nossa única obrigação é com os cidadãos de Israel, que merecem respostas", disse ele.

A mesma nota informou que uma série de perguntas já foi enviada a todos esses indivíduos e que o trabalho já está em andamento para organizar essas audiências a fim de garantir a prestação de contas de todos aqueles que têm alguma responsabilidade pelas falhas de segurança ocorridas naquele dia.

A investigação de Englman começou em janeiro de 2024, embora tenha sido suspensa por quinze meses devido à operação militar israelense na Faixa de Gaza, que já matou mais de 61.900 palestinos.

Embora a investigação da Controladoria seja a única autorizada, o governo insistiu que ela não pode questionar as decisões políticas enquanto a operação militar no enclave palestino continuar.

Entretanto, a oposição questionou o histórico jurídico de Englman, bem como seu relacionamento com o governo de Netanyahu, como questões que poderiam influenciar sua decisão final.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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