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MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
A equipe especial de promotores solicitou um mandado de prisão para o ex-primeiro-ministro sul-coreano e ex-presidente interino Han Duck Soo por seu envolvimento na fracassada lei marcial declarada no final do ano passado pelo ex-presidente Yoon Suk Yeol, que arrastou o país para a maior crise política de sua história recente.
O promotor especial Cho Eun Suk entrou com o pedido depois de descobrir que o ex-primeiro-ministro facilitou os esforços de Yoon para impor o decreto de lei marcial em 3 de dezembro do ano passado, informou a agência oficial de notícias sul-coreana Yonhap.
A promotoria acusou formalmente o ex-primeiro-ministro de "cumplicidade com um líder de uma rebelião, perjúrio, criação de documentos oficiais falsos, danos a documentos oficiais, violação da Lei de Gerenciamento de Registros Presidenciais e uso de documentos oficiais falsos".
Além disso, a força-tarefa da promotoria concluiu que o ex-primeiro-ministro violou seus deveres básicos ao entender que, mesmo sem disposições explícitas na Constituição, ele tem o dever legítimo de verificar o abuso de poder do presidente.
"O primeiro-ministro", enfatizou o procurador adjunto Park Ji Young, "é a principal instituição estatal que auxilia no dever de proteger a Constituição e é também o vice-presidente do Conselho de Estado, um órgão constitucional que pode supervisionar e controlar antecipadamente o exercício arbitrário do poder pelo presidente.
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