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MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público do Peru solicitou uma sentença de 35 anos de prisão para o ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa Nadine Heredia - agora refugiada no Brasil - por um caso de corrupção relacionado à concessão e construção de dois gasodutos durante seu mandato entre 2011 e 2015.
Humala está atualmente cumprindo uma sentença de 15 anos pelo financiamento ilegal de seu partido durante as campanhas de 2006 e 2011 na prisão de Barbadillo, onde os ex-presidentes Pedro Castillo e Alejandro Toledo também estão cumprindo penas, assim como o falecido Alberto Fujimori.
Além de Humala e sua esposa, outras 19 pessoas são acusadas de envolvimento nesse novo esquema de corrupção, incluindo seu ex-ministro da Fazenda, Luis Miguel Castilla, para quem estão sendo solicitados 29 anos de prisão, informa "El Comercio".
A força-tarefa da Lava Jato os acusa de organização criminosa e conluio agravado durante a licitação e execução de dois projetos de gás - o Gasoduto do Sul dos Andes e o Gasoduto do Sul do Peru - para favorecer empresas brasileiras, incluindo a Odebrecht, envolvida em inúmeros casos de corrupção na região.
É justamente essa construtora o agente corruptor que o levou à prisão, depois que a justiça peruana comprovou a entrega de propinas no valor de três milhões de euros para suas campanhas em troca de favores quando ele chegou ao poder, como aconteceu em 2011.
O caso Odebrecht é o principal caso decorrente da operação "Lava Jato", coberta pela mídia, que eclodiu no Brasil e posteriormente implicou a construtora em uma rede internacional que havia estabelecido a corrupção em nível institucional em uma dúzia de países da região.
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