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MADRID 9 out. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da Argentina ordenou na quarta-feira uma análise do conteúdo dos telefones celulares do presidente do país, Javier Milei, e da secretária da Presidência, sua irmã Karina Milei, como parte da investigação sobre o escândalo da criptomoeda Libra, que cresceu exponencialmente depois que o presidente a promoveu nas redes sociais e depois faliu, gerando enormes perdas financeiras para os investidores.
O promotor federal Eduardo Taiano ordenou a análise pericial dos dispositivos para determinar se houve comunicação entre o presidente Milei e os sócios da Libra, Hyden Mark Davis, Mauricio Novelli e Manuel Terrones; e, por sua vez, se eles trocaram mensagens e/ou chamadas com Karina Milei, que na época estava assessorando a Comissão Nacional de Valores Mobiliários, relata o jornal 'Página 12'.
Assim, o magistrado ordenou conhecer todas as conversas, individuais e em grupo, em todos os aplicativos de mensagens usados pelos irmãos Milei, bem como suas mensagens de texto. Os dispositivos apreendidos de seus proprietários em março deste ano, apenas 20 dias após o início do caso, serão, portanto, examinados.
De acordo com o promotor, estão sendo investigados possíveis crimes de abuso de autoridade, fraude, tráfico de influência e suborno. O sistema judiciário solicitou informações ao Banco Central da Argentina e a empresas como o Google, e tentará determinar a origem da criptomoeda e o papel de Milei e outros cinco empresários em sua ascensão e queda, de acordo com o 'La Nación'.
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