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MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da França pediu sete anos de prisão e uma multa de 300 mil euros contra o ex-presidente Nicolas Sarkozy pelo "pacto de corrupção" assinado com o falecido ditador líbio Muammar Gaddafi, em relação ao suposto financiamento irregular da campanha eleitoral de 2007.
Após quase dois meses de audiências, a promotoria foi particularmente dura com Sarkozy, acusado dos crimes de financiamento ilegal de uma campanha eleitoral, corrupção passiva, ocultação de desvio de fundos públicos e conspiração criminosa.
Os fatos remontam a um acordo assinado em 2005 com um regime que os promotores não hesitaram em descrever como "sanguinário". Um pacto, acrescentam, no qual Sarkozy era o "verdadeiro patrocinador", aquele que tomava as decisões, embora os ex-ministros Éric Woerth, Brice Hortefeux e Claude Guéant também estejam no banco dos réus.
No caso de Sarkozy, a lista de crimes dos quais ele é acusado prevê uma pena potencial de dez anos de prisão, três a mais do que a acusação solicitou na quinta-feira. Para Guéant, o Ministério Público está pedindo seis anos de prisão, enquanto para Hortefeux e Woerth está pedindo três e um ano, respectivamente, informa a BFM TV.
As dúvidas levantadas pela suposta entrega de 50 milhões de euros para a campanha de Sarkozy não são a única frente judicial aberta contra o ex-presidente, que já foi condenado por corrupção e tráfico de influência e é obrigado a usar uma pulseira eletrônica para evitar a prisão.
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