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MADRID, 10 nov. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da França pediu nesta segunda-feira que o ex-presidente Nicolas Sarkozy seja libertado sob supervisão judicial depois de quase 20 anos de prisão, após sua condenação a cinco anos de prisão por conspiração para cometer um crime relacionado a fundos de campanha recebidos do regime do falecido líder da Líbia, Muammar Gaddafi.
Eles argumentaram que o ex-presidente deveria ser proibido de entrar em contato com testemunhas e outras partes no caso para evitar qualquer tipo de interferência no processo, no contexto de uma audiência cuja resolução está marcada para esta segunda-feira e pode levar à libertação de Sarkozy da prisão.
O próprio ex-presidente, que compareceu por videoconferência, reiterou que "nunca admitirá" ter exigido financiamento do ex-líder líbio, antes de afirmar que sua permanência na prisão é "uma experiência terrível", conforme relatado pelo canal de televisão BFM TV. "É difícil, é muito difícil", disse ele.
A audiência ocorre depois que os advogados de Sarkozy recorreram de sua sentença, um processo que deve ocorrer em 2026, de modo que o pedido gira em torno da possibilidade de que ele não permaneça na prisão até que sua condenação seja ponderada ou ratificada em recurso.
Sarkozy entrou na prisão em 21 de outubro, alegando ser vítima de um "escândalo judicial" que "humilhou" a França. O ex-líder conservador, que se tornou o primeiro ex-presidente da França a ser preso, sempre negou qualquer irregularidade e denunciou uma suposta perseguição política contra ele nos tribunais.
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