Publicado 15/07/2025 11:02

Promotores brasileiros pedem que Bolsonaro seja condenado por plano de golpe após a vitória de Lula em 2022

Archivo - Arquivo - HANDOUT - 10 de junho de 2025, Brasil, Brasília: Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, senta-se em frente ao Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria Geral da República acusa os réus de planejar um golpe de estado contra o governo d
Fellipe Sampaio/Supreme Court of / DPA - Arquivo

MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -

A Procuradoria Geral da República (PGR) do Brasil apontou o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro como o "líder da organização criminosa" por trás da tentativa de golpe perpetrada em janeiro de 2023, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais, e está pedindo que ele seja condenado por cinco crimes, juntamente com outros sete réus na trama.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusa o ex-presidente Bolsonaro, nas alegações finais, de instrumentalizar o aparato estatal e executar um plano "deliberado" com o objetivo de "atacar as instituições públicas" e o processo de transferência de poder.

Nesse sentido, alude ao fato de que ele contou com o apoio de oficiais e setores estratégicos das Forças Armadas para mobilizar "agentes, recursos e poderes do Estado" a fim de "propagar narrativas falsas, provocar instabilidade social e defender medidas autoritárias", bem como deslegitimar o sistema eleitoral.

As acusações fazem parte das alegações finais do promotor no caso, que pede à Suprema Corte que condene o ex-presidente e os outros réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, tentativa de golpe de estado, danos à propriedade pública e danos ao patrimônio.

A promotoria também critica a conduta do ex-assessor de Bolsonaro, Mauro Cid, que apesar de colaborar com a Justiça no processo judicial "omitiu informações relevantes" e "resistiu ao cumprimento integral das obrigações acordadas". No entanto, propõe que ele receba uma redução de um terço em sua sentença em reconhecimento à sua contribuição, mesmo que parcial.

O julgamento, sob a supervisão do juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, está em sua fase final. Se condenado, o ex-presidente Bolsonaro poderá pegar até 40 anos de prisão, além da inabilitação por tempo indeterminado para ocupar cargos públicos.

Também estão implicados no plano de golpe o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o deputado e ex-chefe de inteligência durante o mandato de Bolsonaro, Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-chefe de segurança Augusto Heleno; e o ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira.

O Ministério Público - que baseou suas acusações em documentos, arquivos e trocas de mensagens - já apresentou um primeiro relatório apontando Bolsonaro como responsável pelo assalto de janeiro de 2023. Após as alegações finais, a defesa terá um período para apresentar seu caso, após o qual De Moraes terá que marcar uma data para o julgamento.

Em janeiro de 2023, milhares de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro invadiram prédios do governo na capital, Brasília, em meio a alegações de que a vitória do presidente em exercício Luiz Inácio Lula da Silva foi fraudulenta.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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