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MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) -
O promotor federal argentino Eduardo Taiano ordenou uma investigação sobre os registros telefônicos dos investigados no escândalo da criptomoeda Libra, incluindo o presidente do país, Javier Milei, para determinar se houve contatos entre eles.
Fontes da investigação confirmaram ao jornal argentino 'La Nación' que Taiano já está analisando esses dados para determinar se houve ligações cruzadas entre os principais envolvidos no lançamento da moeda virtual, que cresceu exponencialmente depois que o presidente a mencionou nas redes sociais e depois faliu, gerando um possível golpe.
Para acompanhar essas investigações, ele solicitou a colaboração da Diretoria de Assistência Técnica à Investigação Criminal (Datip), um órgão do Ministério Público, como já fez anteriormente com a Unidade de Promotoria Especializada em Crimes Cibernéticos.
De acordo com o promotor, estão sendo investigados possíveis crimes de abuso de autoridade, fraude, tráfico de influência e suborno. O sistema de justiça solicitou informações do Banco Central da Argentina e de empresas como o Google, e tentará determinar a origem da criptomoeda e o papel do presidente e de outros cinco empresários em sua ascensão e queda, de acordo com a mídia mencionada acima.
Milei acumulou mais de cem reclamações contra ele depois que promoveu uma criptomoeda que logo depois faliu, causando enormes perdas financeiras aos investidores. Os queixosos aludiram a declarações de um dos sócios da Libra, o empresário Hayden Mark Davies, nas quais ele reconheceu ter sido conselheiro de Milei, que "apoiou e promoveu" o projeto.
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