Publicado 10/09/2026 10:20

A promotora de Paris confirma a identificação de 26 vítimas da rede de tráfico sexual de Epstein na França

Archivo - Arquivo - 29 de outubro de 2025, França, Paris: A promotora pública de Paris, Laure Beccuau, dá uma coletiva de imprensa com o chefe da unidade policial francesa BRB (Brigade de Repression du Banditisme), Paul Carreau (não aparece na foto). Após
Stephane De Sakutin/AFP/dpa - Arquivo

Indica que possuem nomes de “possíveis recrutadores”, sem revelar suas identidades

MADRID, 10 set. (EUROPA PRESS) -

A promotora de Paris, Laure Beccuau, confirmou nesta quinta-feira a identificação de 26 vítimas ligadas à rede de tráfico sexual liderada pelo falecido magnata norte-americano Jeffrey Epstein na França e “outros nomes de possíveis recrutadores” no âmbito da investigação em andamento sobre Daniel Siad, que foi encontrado morto em sua residência no mês de julho passado.

“Após a reabertura da investigação preliminar em fevereiro deste ano e na sequência das revelações do caso Epstein, contabilizamos até o momento 26 vítimas. Destas, 24 estão claramente identificadas e restam oito a serem ouvidas”, afirmou durante uma entrevista à France Inter, detalhando que algumas delas “moram no exterior”.

Do total de 26, ela explicou que treze delas “nunca haviam aparecido em nenhum processo”, nem no aberto contra Jean-Louis Brunel — ex-assessor e agente de modelos francês ligado ao caso Epstein, que foi encontrado morto na prisão após ser acusado de abuso sexual e estupro de menores — nem no de Gérald Marie, ex-diretor da prestigiada agência de modelos Elite Paris, processado por seis ex-modelos por estupro e tráfico de pessoas.

“Consideramos a possibilidade de envolver pessoas de nacionalidade francesa, e também nos interessam as vítimas que possam ter sido prejudicadas no exterior por pessoas de nacionalidade francesa. Este caso nos leva a Nova York, Paris, Saint-Tropez e Cannes”, afirmou.

Beccuau tranquilizou as vítimas que “foram afetadas” pelo falecimento de Siad, ligada à rede de tráfico sexual de Epstein na Europa. O caso “continua” apesar de sua morte, garantiu ele, “com o objetivo de identificar todas as pessoas que possam estar envolvidas”.

“Segundo os investigadores, ele atuava como um dos recrutadores de Epstein. De fato, ele já havia prestado depoimento e negado publicamente as acusações que lhe eram atribuídas (...) Recebemos outros nomes de possíveis recrutadores”, confirmou.

“Para nós, a rede de Epstein é um labirinto, e para sair dela não basta puxar um único fio, mas sim dezenas e dezenas de fios, e não temos intenção de negligenciar nenhum deles”, precisou durante a entrevista.

A vertente francesa do caso Epstein gira em torno de uma rede de intermediários e agências de modelos acusados de recrutar jovens e menores para o magnata norte-americano e seu círculo, bem como de oferecer redes de contatos, informações confidenciais e intermediação financeira ao pedófilo condenado.

Entre as figuras-chave, além das já mencionadas, estão também o diplomata Fabrice Aidan e o ex-ministro socialista francês Jack Lang, que renunciou recentemente ao cargo de presidente do Instituto do Mundo Árabe após vir à tona que ele aparece 637 vezes nos arquivos de Epstein, embora as investigações contra ele se concentrem em uma possível lavagem de dinheiro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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