TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL
MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
A Procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) advertiu nesta sexta-feira o governo venezuelano de que deve fazer "esforços genuínos" em nível nacional em termos de prestação de contas para evitar pelo menos parte do escrutínio externo em relação a possíveis violações de direitos humanos perpetradas nos últimos anos.
O procurador adjunto do tribunal, Mame Mandiaye Niang, recebeu a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez em Haia, a quem reiterou o "compromisso" de seu escritório de continuar as investigações sobre supostos abusos no país sul-americano.
"O Ministério Público está comprometido em avançar com suas investigações para garantir justiça às vítimas dos supostos crimes", disse o tribunal, advertindo que a "complementaridade" que Caracas está exigindo para evitar a investigação depende de um progresso real para esclarecer as responsabilidades.
A Procuradoria do TPI tem duas investigações em andamento, uma delas referente a possíveis crimes contra a humanidade contra opositores e a outra movida pelo chavismo pelo que Rodríguez descreveu como um "bloqueio criminoso", em referência às sanções promovidas pelos Estados Unidos.
Rodríguez explicou em um comunicado que levou a queixa de seu governo ao promotor adjunto em relação à "lentidão" com que essa segunda seção está progredindo, alegando que as sanções teriam levado a uma taxa de mortalidade "semelhante" à que poderia ser causada por um conflito armado.
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