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MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -
O promotor argentino Carlos Stornelli solicitou a extradição para a Argentina do presidente venezuelano Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos após uma invasão militar norte-americana em Caracas.
Stornelli solicitou a extradição após uma denúncia apresentada em 2023 pelo Fórum Argentino de Defesa da Democracia (FADD) por violações de direitos humanos.
"Naquele momento, foram iniciadas as ações pertinentes contra Nicolás Maduro e aqueles que compõem o alto, médio e baixo comando do regime que executou os fatos qualificados como graves crimes contra a humanidade, conforme reconhecido pelo direito internacional dos direitos humanos", denunciou o FADD.
Agora Stornelli, encarregado da Procuradoria Nacional para Assuntos Penais e Correcionais Federais nº 4, solicitou ao Tribunal Nacional para Assuntos Penais e Correcionais Federais nº 2 a extradição de Maduro dos Estados Unidos. O promotor ressalta que Maduro "foi convocado para interrogatório e tem um mandado de prisão em vigor" na Argentina.
Em setembro de 2024, a Câmara Federal de Buenos Aires ordenou a "prisão imediata" de Maduro "por graves violações de direitos humanos" e de Diosdado Cabello por organizar um plano sistemático para deter, sequestrar e torturar cidadãos naquele país.
A FADD é presidida pelo deputado Waldo Wolff, do partido conservador PRO, de Buenos Aires. "O que fizemos foi registrar uma queixa por crimes contra a humanidade e apresentar testemunhas e provas no tribunal aqui, com depoimentos de venezuelanos perseguidos. Há inclusive vários testemunhos de alguns que estiveram no Helicoide, torturados naquele centro de detenção", explicou Wolff em declarações ao 'Clarín'.
O próprio Wolff lembrou que, como resultado da denúncia, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, solicitou sua prisão internacional.
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