Publicado 29/05/2026 08:03

Professor da escola Peleteiro, em Santiago de Compostela, é detido e investigado por suposta agressão sexual a alunas

Instalações da escola M. Peleteiro, em Santiago de Compostela
GLOBEDUCATE

O caso está sob sigilo de instrução e o professor foi demitido da instituição de ensino e encaminhado à prisão após comparecer ao tribunal

SANTIAGO DE COMPOSTELA, 29 maio (EUROPA PRESS) -

Um professor do Colégio Manuel Peleteiro foi detido no âmbito de uma investigação policial iniciada a partir de uma denúncia por suposta agressão sexual a uma aluna do ensino fundamental da instituição de ensino privada localizada em Santiago de Compostela; em seguida, está sendo investigado quantas outras alunas do mesmo nível de ensino foram afetadas.

Isso foi confirmado à Europa Press por fontes a par da investigação, que também especificaram que o professor, que foi demitido de seu cargo na instituição, foi encaminhado para prisão preventiva nos últimos dias após comparecer aos tribunais de Santiago de Compostela. No âmbito dessa investigação, estão sendo analisados dispositivos móveis.

O delegado do Governo, Pedro Blanco, foi questionado sobre o assunto em um evento na capital galega, no qual afirmou que “há sigilo de instrução e a investigação está em andamento”, pelo que se recusou a entrar em detalhes sobre o caso e pediu que se deixe as forças de segurança do Estado trabalharem para que “os fatos sejam esclarecidos”.

Precisamente, em relação a este caso, na última jornada, a escola enviou uma circular informativa às famílias do Ensino Fundamental da instituição na qual — sem entrar em detalhes do caso — aludia às “circunstâncias delicadas” relacionadas à demissão de um funcionário da escola.

Em sua comunicação, a escola informa que, “desde o primeiro momento” em que tomou conhecimento dos fatos que estão sendo investigados, agiu “com a máxima diligência e responsabilidade”. Salienta que está “colaborando plenamente” com as autoridades competentes e que o caso encontra-se atualmente nas mãos da Justiça.

“Desejamos agir com a máxima transparência possível, mas também com a prudência e a sensibilidade que uma situação desta natureza exige, especialmente para proteger a privacidade, a dignidade e o bem-estar dos menores e de suas famílias, para não interferir na investigação e para respeitar o sigilo de instrução decretado pelo tribunal”, continua.

Por isso, apela para que “se evitem especulações, rumores ou a divulgação de informações não comprovadas”, e que qualquer comentário relacionado a esta situação seja feito “com absoluto respeito” pelos menores afetados.

A instituição acrescenta que está recebendo assessoria especializada para “acompanhar adequadamente as famílias e os alunos” e conclui com um agradecimento pela “compreensão, colaboração e responsabilidade” de toda a comunidade educacional.

EDUCAÇÃO ALEGA QUE NÃO POSSUI “INFORMAÇÃO DIRETA”

Sobre este assunto, foi questionado nesta sexta-feira o secretário de Educação, Román Rodríguez, que explicou que seu departamento não dispõe de “informações diretas” e alegou que se trata de uma escola privada.

De qualquer forma, ele transmitiu “todo o apoio que se possa dar às meninas” afetadas e “às suas famílias”. Ele pediu que se deixe a polícia fazer seu trabalho, uma vez que há uma investigação em andamento, e argumentou que, caso os fatos sejam confirmados, a conduta seria “absolutamente repugnante”.

“São condutas intoleráveis, condenáveis e lamentáveis”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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