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MADRID, 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O ex-líder do Partido Republicano no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, fez uma forte crítica na quinta-feira contra a iniciativa de paz que o presidente dos EUA e porta-estandarte da formação política, Donald Trump, lançou para parar a guerra na Ucrânia, entendendo que sua aproximação com a Rússia representa um erro estratégico com graves consequências para a "credibilidade" do país e suas relações com seus aliados.
McConnell, ainda um grande expoente do lado mais tradicional do partido e protagonista de mais de um embate com a corrente trumpista, interpretou as conversas diretas que o presidente está mantendo com seu homólogo russo, Vladimir Putin, além das negociações técnicas entre os representantes de ambos os países, como um esforço para "isolar" a Ucrânia e, pior ainda, "uma punhalada nas costas" para o governo em Kiev.
Ainda nesta semana, por exemplo, o governo Trump admitiu que, como parte desse degelo, se comprometeu a "ajudar" a Rússia a "restaurar" seu acesso aos mercados e facilitar tanto a entrada dessas mercadorias nos portos quanto os sistemas de garantia de pagamento das transações, em uma aparente concessão após anos de sanções decorrentes justamente da invasão da Ucrânia.
Questões como essa vêm incomodando o líder republicano no Senado há semanas, que agora não poupou críticas a Putin e à estratégia dos EUA: "Quando os enviados do presidente falam da magnanimidade de um autocrata violento", disse ele sobre o presidente russo, "eles o fazem sob o olhar atento de seus amigos em Pequim, Teerã e Pyongyang", em referência à China, ao Irã e à Coreia do Norte, aliados de Moscou.
Em termos gerais, McConnell, que aos 83 anos de idade enfrenta os últimos anos de sua carreira política como senador de Kentucky em meio a uma transformação radical de seu partido, denuncia os esforços para criar "uma paz ilusória, que abala a credibilidade dos Estados Unidos, ameaça a Ucrânia, enfraquece as alianças e encoraja os inimigos".
"Os aliados perigosos deveriam ser nós, os americanos. Tão perigosos que os inimigos da democracia, da soberania e do livre comércio não ousariam sequer questionar nossa determinação", acrescentou ontem à noite durante um evento organizado pela Fundação EUA-Ucrânia em Washington D.C.
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