Publicado 01/02/2026 21:51

O proeminente defensor dos direitos humanos venezuelano Javier Tarazona é libertado após cerca de cinco anos detido

31 de janeiro de 2026, Caracas, Distrito Capital, Venezuela: Faixa pedindo a libertação dos presos políticos na Venezuela, durante um dia de coleta de suprimentos para suas famílias organizado por estudantes e graduados da Universidade Central da Venezuel
Europa Press/Contacto/Jimmy Villalta

MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades venezuelanas libertaram neste domingo o proeminente defensor dos direitos humanos Javier Tarazona, que estava preso há cerca de cinco anos, no âmbito das libertações iniciadas em 8 de janeiro pelo governo após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas.

Isso foi confirmado por seu irmão, José Rafael Tarazona, com uma mensagem no X, na qual comemorou que “após 1.675 dias, quatro anos e sete meses, chegou este dia tão esperado” e agradeceu àqueles que “tornaram este momento possível”, sem dar mais detalhes.

O próprio Tarazona, ao sair da prisão, lembrou em declarações à emissora TV Calle “os oito milhões de venezuelanos que estão fora e desejam voltar” mas também àqueles que estão “ainda presos e aguardam a liberdade, por atrasos processuais, porque cumpriram a pena, mas ainda estão em cativeiro, pessoas com mais de 70 anos de idade, que continuam em cativeiro e que a lei diz que deveriam estar fora, pessoas que, embora tenham cometido o crime, foram julgadas injustamente, pessoas a quem foram violados todos os benefícios processuais”.

O também dirigente da ONG FundaRedes defendeu “o reencontro e a reconciliação (...) a partir da paz e da justiça, a partir da resolução da dor do venezuelano, da garantia das liberdades pessoais, da garantia de que aquele que hoje sofre com um salário que não lhe chega, possa viver bem; aquele que vai à escola possa encontrar uma escola com todas as condições”.

Nessa linha, ele aludiu ao seu desempenho como professor universitário, observando que “não sei se teremos um salário que não nos leve a abandonar nossa carreira e fazer mil tarefas, mas sim fazer nosso trabalho, que é educar, formar”.

Sua organização, que agradeceu a “solidariedade, acompanhamento e apoio constante” de outras entidades nacionais e estrangeiras, lembrou em um comunicado que seu diretor “foi detido (...) após denunciar graves violações dos direitos humanos em zonas de fronteira, bem como atos de assédio, perseguição e hostilidade contra ele por parte de agentes das forças de segurança do Estado”.

A líder da oposição María Corina Machado reagiu à libertação de Tarazona, afirmando que “fico emocionada ao ver você finalmente abraçando Teresa, sua mãe, e seu irmão José Rafael”. “Toda a Venezuela admira e respeita sua coragem e sua dedicação. Você, melhor do que ninguém, sabe que na Venezuela haverá justiça”, afirmou nas redes sociais, reclamando novamente “liberdade para todos os presos políticos”.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou neste fim de semana uma lei de anistia para os presos políticos que permanecem nas prisões do país latino-americano, em meio às libertações que ocorreram após a captura do presidente Nicolás Maduro e que as ONGs já estimam em mais de 700 pessoas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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