Europa Press/Contacto/Ian Robles
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O procurador-geral do México, Alejandro Gertz, disse na terça-feira que até agora não foram encontradas evidências de que existam crematórios clandestinos em Rancho Izaguirre, no estado de Jalisco, usados pelo Cartel de Jalisco - Nova Geração.
"Primeiro, testamos o solo, os materiais de pedra e os materiais de construção de toda a propriedade para determinar se havia indícios suficientes de cremação. Não encontramos", disse ele em uma coletiva de imprensa.
Gertz defendeu que o rancho era "um centro para a retomada das operações e do treinamento". "Alguns dos restos humanos estão muito fragmentados. São pequenas tigelas contendo restos que não correspondem diretamente a um único cadáver", disse ele.
No entanto, ele reconheceu que alguns ossos têm "traços de algum tipo de cremação". "O que estamos fazendo com a terra e as construções é enviá-las aos laboratórios da Universidade Nacional para que a idade desses restos mortais possa ser estabelecida com total precisão", acrescentou.
O procurador-geral também informou que há 15 detidos que já foram presos por outros crimes ligados ao crime organizado. "Há uma boa quantidade de informações que teremos no decorrer desta e da próxima semana", disse ele.
O cartel recrutava jovens com falsas ofertas de emprego que eles divulgavam principalmente nas redes sociais. Durante um mês, esses jovens foram mantidos incomunicáveis enquanto recebiam treinamento físico e com armas em Rancho Izaguirre.
O coletivo Guerreros Buscadores encontrou lotes de restos de esqueletos fragmentados no local, com sinais de exposição térmica. O grupo criminoso, além de calcinar os restos mortais de suas vítimas, escondeu-os sob uma laje de tijolos e uma camada de terra.
O caso reabriu o debate no México sobre a vulnerabilidade de milhares de jovens e a capacidade de recrutamento dos cartéis, bem como a capacidade limitada das autoridades de detectar essas práticas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático