Publicado 24/06/2025 02:46

A Procuradoria Geral da Venezuela considera "cínica" a resposta de El Salvador aos seus mais de 250 detentos.

Archivo - Arquivo - CARACAS (VENEZUELA), 06/08/2018 - O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab (c), durante uma coletiva de imprensa, hoje, segunda-feira, 6 de agosto, em Caracas (Venezuela). O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab,
Europa Press/Contacto/Efe/Cristian Hern‡Ndez

MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público da Venezuela rejeitou nesta segunda-feira a resposta "cínica" da Suprema Corte de El Salvador em relação aos mais de 250 cidadãos venezuelanos "sequestrados nesse país".

"Rejeitamos a manobra protelatória e evasiva" da Suprema Corte salvadorenha, "que com este pronunciamento busca ignorar sua responsabilidade constitucional de proteger a liberdade e a integridade pessoal dos 252 cidadãos venezuelanos enviados dos Estados Unidos para El Salvador e detidos lá sem terem cometido nenhum crime", denunciou o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, em um comunicado divulgado pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, via Telegram.

A justiça salvadorenha declarou inadmissível a intervenção da Procuradoria Geral da Venezuela "alegando que a comunicação enviada não cumpre os requisitos legais e formais estabelecidos, nem foi feita através dos canais diplomáticos apropriados", denuncia Gil, que, por sua vez, sublinha que a resposta chegou mais de 80 dias depois de ter se comunicado com a Suprema Corte de El Salvador.

"Como instituição que garante a legalidade, não aceitaremos que as pessoas sejam submetidas a detenções arbitrárias, detenções incomunicáveis, transferências forçadas ou privações de liberdade sem julgamento, sem defesa, sem o devido processo e sem sequer saber por que estão presas ou onde estão", denunciou Saab, que acrescentou que a Venezuela não aceitará que "desaparecimentos forçados sejam legitimados sob pretextos formais".

Além disso, o procurador-geral colocou à disposição dos advogados de 118 dos venezuelanos detidos em El Salvador - bem como da Suprema Corte do próprio país centro-americano - as entrevistas que o Ministério Público realizou com seus familiares.

"O Estado salvadorenho optou por fugir de sua responsabilidade e negar toda cooperação, não apenas com a Venezuela, mas com os princípios mais básicos do direito internacional dos direitos humanos", denunciou Saab.

Por outro lado, o procurador-geral também criticou o fato de a Suprema Corte salvadorenha não ter atendido ao habeas corpus registrado pelos advogados dos detentos.

Na quinta-feira passada, advogados e parentes de 238 venezuelanos presos no Centro de Confinamento de Terrorismo (CECOT) de El Salvador anunciaram sua intenção de processar o governo do presidente Nayib Bukele perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) por sua responsabilidade na violação dos direitos humanos dos detentos, que não têm nenhuma acusação criminal no país centro-americano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado