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MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
A Procuradoria-Geral da Colômbia suspendeu provisoriamente a representante do Pacto Histórico na Câmara dos Deputados, Gloria Arizabaleta, por ter ordenado a destituição de Gustavo Petro da Presidência devido à sua suposta implicação política durante a campanha eleitoral, apenas 24 horas após sua controversa decisão.
Invocando seu cargo de presidente da Comissão de Investigação e Acusação da Câmara dos Deputados, Arizabaleta apresentou um documento com cerca de vinte mensagens de Petro nas redes sociais que comprovariam essa participação política na campanha, infringindo assim o princípio de independência previsto na lei.
No entanto, a Procuradoria aponta que Arizabaleta teria cometido uma falta muito grave ao assumir competências que não lhe competem legalmente, ressaltando que ela poderia ter cometido o crime de prevaricação, informa a Blu Radio.
As reações contra essa decisão polêmica não se fizeram esperar, tanto por parte do governo quanto da oposição, que apontaram para interesses ocultos com o objetivo de vitimizar Petro e permitir que ele participasse da campanha do segundo turno das eleições, uma vez suspenso temporariamente de seu cargo.
Coincidindo com o que foi apontado por diversos constitucionalistas, ambos os lados do espectro político colombiano assinalaram que apenas o Senado tem a competência para suspender o presidente, uma vez que a questão tenha sido apresentada e discutida na Câmara dos Deputados, algo que Arizabaleta tentou posteriormente matizar com outro documento.
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