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MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público português solicitou nesta terça-feira que o ex-primeiro-ministro de Portugal José Sócrates (2005-2011) seja novamente julgado por outros três crimes de lavagem de dinheiro, em um processo separado da operação 'Marquês', pela qual está sendo processado por uma série de outros crimes.
Neste caso, a alegada utilização, entre 2011 e 2014, de várias contas bancárias de uma empresa controlada pela mulher de Sócrates, o motorista e homem de fachada, Carlos Santos Silva, para depositar quantias de origem ilícita.
A acusação alega que Silva foi um dos testas de ferro utilizados por Sócrates para ocultar uma série de valores recebidos por vários grupos empresariais, incluindo o Espírito Santo, em troca de favores políticos.
Este julgamento está ocorrendo independentemente da operação "Marquês", cujo julgamento está marcado para 3 de julho, embora não esteja descartada a possibilidade de os dois se tornarem um só, informa a agência de notícias Lusa.
Na Operação Marquês, Sócrates será julgado por três acusações de corrupção, treze acusações de lavagem de dinheiro e seis acusações de fraude fiscal. Ele será acompanhado no banco dos réus por Silva e pelo ex-ministro do Interior e ex-diretor da estatal Caixa Geral de Depósitos, Armando Vara, entre outros.
Os promotores portugueses acusaram Sócrates de receber 34 milhões de euros em comissões e subornos de diferentes empresas e bancos em troca de contratos públicos entre 2006 e 2015. Preso em 2014, ele está em prisão domiciliar desde então.
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