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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, comunicou neste domingo sua disposição de negociar um acordo, desde que não haja nenhuma “pré-condição” e que o processo judicial contra o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, não seja afetado, depois que o presidente israelense, Isaac Herzog, propôs na última terça-feira uma reunião entre o Ministério Público e a defesa do governante.
Em uma carta assinada pelo assistente de Baharav-Miara, divulgada pelo jornal “The Times of Israel”, indica-se que a procuradora-geral e o procurador do Estado Amit Aisman apreciam os esforços de Herzog para mediar um acordo no caso e estão “dispostos a dialogar com a defesa para elaborar um acordo de confissão satisfatório, desde que não haja condições prévias para as conversas e sem prejudicar o andamento do julgamento".
O Ministério Público, que não deu mais detalhes sobre as possíveis conversas, respondeu assim à proposta apresentada na última terça-feira pela Presidência, que convidou a própria Baharav-Miara e o advogado de Netanyahu, Amit Hadad, para uma reunião na residência presidencial com o objetivo de chegar a “acordos” sobre os casos de corrupção pelos quais este último está sendo julgado.
Herzog já havia solicitado ao primeiro-ministro que chegasse a algum tipo de acordo com o Ministério Público sobre os casos pelos quais está sendo julgado antes de decidir finalmente se concede o perdão que lhe foi solicitado pelo governante. No entanto, o presidente vem há meses esgotando prazos para evitar se pronunciar sobre o perdão solicitado.
Benjamin Netanyahu é acusado em três processos por uma série de crimes, entre os quais se incluem fraude e aceitação de subornos, embora tenha alegado que tudo isso faz parte de uma perseguição política. Os processos também dizem respeito a um suposto uso indevido do poder para pressionar a mídia a divulgar informações favoráveis ao governo.
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