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MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
A até então procuradora-geral adjunta da Ucrânia, Maria Vdovichenko, apresentou nesta quarta-feira sua renúncia, poucos dias depois de o procurador-geral Ruslan Kravchenko ter feito o mesmo, em meio a uma investigação das autoridades anticorrupção sobre uma rede criminosa no seio do Ministério Público que recebia subornos de forma sistemática de centrais de atendimento fraudulentas e lavava os recursos obtidos.
Vdovichenko apresentou nesta mesma quarta-feira sua carta de renúncia, segundo informações obtidas pela agência de notícias ucraniana Ukrinform, que cita a chefe do Departamento de Informação do Ministério Público Geral, Mariana Hajovska-Kovbasyuk, como fonte da informação.
Além disso, a “número dois” do Ministério Público já não consta do organograma do Ministério Público Geral em seu site.
Sua renúncia ocorre depois que, na última sexta-feira, a Promotoria Especializada Anticorrupção da Ucrânia (SAPO, na sigla em ucraniano) e o Escritório Nacional Anticorrupção (NABU) desmantelaram uma organização criminosa liderada pelo chefe de uma das divisões da Procuradoria-Geral.
Essa quadrilha supostamente recebia subornos de forma sistemática de centrais de atendimento fraudulentas e lavava os recursos obtidos. Eles utilizavam métodos de extorsão para permitir o funcionamento sem restrições de centrais de atendimento clandestinas, que aplicaram golpes em grande escala contra cidadãos ucranianos e estrangeiros.
A Suprema Corte da Ucrânia decretou prisão preventiva com fiança no valor de 120 milhões de grivnas (cerca de 2,32 milhões de euros) para o subdiretor do Departamento de Cooperação Internacional, Serhi Kropiva, acusado de encobrir as atividades dos call centers fraudulentos — entidades que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, colocou na mira com uma nova legislação antifraude que apresentou recentemente ao Parlamento em meio à controvérsia gerada no país.
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