Jesus Vargas/Dpa - Arquivo
MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, e o defensor do povo, Alfredo Ruiz, apresentaram nesta quarta-feira sua renúncia por meio de cartas enviadas à Assembleia Nacional, confirmou seu presidente, Jorge Rodríguez.
Rodríguez informou em sessão parlamentar que recebeu “duas cartas” com a renúncia de ambos os funcionários, que foram ratificados em seus cargos em outubro de 2024 até 2031. O presidente da Assembleia Nacional explicou que agora serão nomeados dois substitutos interinos enquanto se inicia um novo processo de seleção, segundo informa o jornal “El Nacional”.
Saab exercia o cargo de procurador desde 2017, substituindo Luisa Ortega Díaz. Ele tem sido uma das vozes mais críticas do chavismo em relação à detenção do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no âmbito da operação das forças americanas em 3 de janeiro passado, em Caracas.
À frente do Ministério Público, ele abriu inúmeras investigações contra dezenas de opositores, como María Corina Machado e Edmundo González, em meio a fortes críticas da comunidade internacional sobre a suposta perseguição política aos rivais do chavismo.
Sua saída ocorre poucos dias depois que a Assembleia Nacional aprovou por unanimidade uma lei de anistia que abre a possibilidade de libertar aqueles que cometeram crimes desde 1999, além do fechamento e transformação do El Helicoide, um enorme edifício usado como centro penitenciário.
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