MADRID, 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O procurador-geral da República, Tarek William Saab, atacou mais uma vez o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, pela prisão de cidadãos venezuelanos deportados dos Estados Unidos e o descreveu como um "violador em série dos direitos humanos".
"Bukele é um violador em série dos direitos humanos no planeta Terra, ele é neste momento a representação mais clara disso", disse ele na segunda-feira em uma coletiva de imprensa na qual enfatizou que eles solicitaram através dos canais oficiais através da Procuradoria Geral de El Salvador. "Ter um mínimo de vergonha. Um é um promotor, outro é um juiz. É para administrar a justiça, para mostrar sua cara", apelou.
Saab também se referiu à proposta de Bukele, que neste fim de semana propôs a libertação de prisioneiros venezuelanos em troca dos que estão presos na Venezuela por motivos políticos. "Não podemos comparar, repito, o caso das pessoas detidas na Venezuela por tentarem assassinatos, realizarem assassinatos em série, tentarem assassinar o presidente da república, Nicolás Maduro, explodirem quartéis, sequestrarem pessoas para fomentar o caos neste país e buscarem implodir a convivência pacífica", argumentou.
Assim, ele prometeu que "o Ministério Público não vai parar um segundo, um minuto, assim como os Poderes Públicos do Estado venezuelano (...) até que a libertação imediata de nossos compatriotas inocentes seja alcançada".
O procurador-geral da Venezuela criticou que essa é "uma ação sem precedentes na história moderna da humanidade (...) Ele já confirmou que sequestrou mais de 250 venezuelanos como desaparecidos forçados, que não cometeram crimes em El Salvador e que não tiveram a possibilidade de ter advogados, de serem levados a um tribunal".
Por outro lado, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, chamou Bukele de "palhaço, imbecil" durante uma coletiva de imprensa em Caracas.
Rodríguez também se referiu à proposta de Bukele de libertar venezuelanos em troca da libertação de presos políticos na Venezuela. "Os donos do circo pegaram um de seus palhaços, escolheram o palhaço, administrador do campo de concentração, para fazer essa proposta", disse ele, antes de exigir a publicação de uma lista oficial de venezuelanos "sequestrados".
"Quais são os crimes de que são acusados? Quem são seus advogados de defesa? Quem são os promotores que os acusam? E em que tribunal de El Salvador seus casos estão pendentes? Essas são perguntas elementares, porque nada disso está acontecendo", argumentou.
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