Publicado 24/02/2026 02:15

O procurador-geral da Venezuela aponta para uma próxima cooperação “penal” com os EUA

Archivo - Arquivo - CARACAS (VENEZUELA), 06/08/2018.- O Procurador-Geral da Venezuela, Tarek William Saab (c), durante uma coletiva de imprensa, hoje, segunda-feira, 6 de agosto, em Caracas (Venezuela). O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab,
Europa Press/Contacto/Efe/Cristian Hern‡Ndez

Pede o fim das sanções após as libertações previstas pela lei de anistia MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, apontou nesta segunda-feira para uma próxima “cooperação penal” com as autoridades dos Estados Unidos, no âmbito das novas relações entre Caracas e Washington após a captura, em janeiro, do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Saab indicou que “em algum momento isso deverá ocorrer”, em entrevista concedida à emissora estatal VTV, ao ser questionado sobre uma “aproximação” com sua homóloga americana, Pam Bondi.

“Chegará o momento em que poderá haver coordenações para a cooperação penal internacional”, acrescentou, indicando que as conversas e reuniões mantidas até o momento “estão na esfera do Poder Executivo”. O procurador destacou que “temos uma Direção Geral de Cooperação Penal Internacional que tem obtido resultados extremamente positivos e corretos com todas as nações com as quais a Venezuela mantém relações”.

Por outro lado, aproveitou para pedir “o fim das sanções coercitivas unilaterais” impostas ao país latino-americano pelas autoridades americanas, algo que “deveria ocorrer após a execução da lei de anistia”, aprovada na última sexta-feira na Assembleia Nacional da Venezuela.

Nesse sentido, questionou “qual o sentido (de manter as sanções) com tudo o que aconteceu, se estamos falando de diálogo, se estamos abrindo caminhos e portas para uma Venezuela melhor”. “Que sentido faz você ainda estar impondo sanções a um povo? E no final, o que acontece? Quem sofre? A classe média, a classe alta, os setores populares, os profissionais, os trabalhadores, os camponeses, os estudantes. As sanções unilaterais, os bloqueios, afetam uma nação inteira”, apontou.

O procurador confirmou ainda que o ex-vice-presidente Tarek el Aissami e o empresário Samark José López estão sob custódia das autoridades venezuelanas pelo “brutal esquema de corrupção conhecido como PDSVA-Cripto”, pelo que não beneficiarão da lei de anistia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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