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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal Nacional de Justiça (CNJ) do Equador emitiu nesta quinta-feira um mandado de extradição contra o cidadão equatoriano Darío Javier P.N., conhecido como “Topo”, considerado um dos líderes da organização criminosa Los Choneros e procurado pela Justiça dos Estados Unidos por suposto tráfico internacional de drogas e armas.
“Com esta decisão judicial, o processo de extradição avança”, precisou o CNJ em um comunicado no qual acrescentou que, como parte do procedimento regular, foi solicitado ao Estado requerente “o envio das garantias correspondentes” para o “avanço do processo”.
Em seguida, o tribunal reafirmou seu “estrito respeito ao devido processo legal”, bem como à “cooperação internacional eficaz para combater o crime transnacional, garantindo a correta aplicação da normativa constitucional e legal vigente”.
Peñafiel, que foi requerido por um tribunal de Nova York, foi descrito pelas autoridades policiais, segundo o jornal digital Primicias, como braço direito de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como 'Fito', chefe dos Los Choneros que foi extraditado em julho de 2025 para comparecer perante um tribunal norte-americano sob acusações de tráfico de drogas e de armas.
O anúncio da CNJ ocorre dias depois de o apelidado de 'Topo' ter rejeitado a extradição para os Estados Unidos, alegando, na audiência telemática realizada a partir da prisão de Encuentro, não ter conhecimento do pedido de extradição que enfrentava e, em seguida, não consentindo com o procedimento.
O detido, que aguarda libertação, foi preso em setembro de 2025, tendo sido detido anteriormente em até quatro ocasiões, mas sendo liberado sob “medidas alternativas de comparecimento periódico a cada oito dias”, conforme precisou na época o Ministério do Interior do país andino em um comunicado.
Além de ser líder do grupo armado Los Choneros, o conhecido como “Topo” mantém “laços estreitos” com o grupo armado colombiano das dissidências das FARC, “Frente Carolina Ramírez”, de acordo com as informações divulgadas pelo Ministério do Interior.
Vale lembrar que no Equador vigora desde 2024 o estado de “conflito armado interno”, com o qual o presidente, Daniel Noboa, pretende coibir o crime organizado, classificando esse tipo de organização criminosa como grupos terroristas.
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